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Impacto do Câncer Colo-Retal na atualidade

Impacto do Câncer Colo-Retal na atualidade

Ocupa o 3º lugar de incidência no homem depois do câncer de próstata e pulmão. E na Mulher o 2º lugar depois do câncer de mama, excluindo câncer de pele não Melanoma. (INCA 2016/2017). É altamente fatal se descoberto numa fase tardia, sendo mais 50% de mortalidade. E 10% de mortalidade se diagnosticado em fases iniciais.

 

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O que é câncer Colo-Retal?
As células são pequenos componentes de todos os órgãos e partes do nosso corpo. Quando nelas há um crescimento anormal e descontrolado, chamamos de tumor, ou Câncer. São tumores que acometem o intestino grosso que é subdividido em cólon e reto.

Quais são os fatores de risco?
Uma dieta rica em carnes vermelhas, processadas (salsichas, mortadelas, etc) e gorduras, não praticar exercícios físicos, a obesidade, o tabagismo, o alcoolismo, a idade acima de 50 anos, o fato de já ter tido pólipos ou câncer colorretal ou doença inflamatória intestinal, a ocorrência de câncer colorretal em familiares de primeiro e segundo graus e as síndromes hereditárias, sendo as mais comuns a polipose adenomatosa familiar e o câncer colorretal hereditário sem polipose, são todos fatores que podem influenciar na ocorrência de tumores colorretais.

Quais são os sinais e sintomas?
O sangramento ao evacuar é o sinal mais comum, anemia sem causa aparente, principalmente em pessoas com mais de 50 anos, alterações no hábito intestinal (diarreia ou intestino preso), desconforto abdominal com gases ou cólicas, permanência da vontade de evacuar mesmo após a evacuação, chamam a atenção de que a causa possa ser um tumor. Emagrecimento intenso e fraqueza, fezes pastosas e escuras, e sensação de dor na região anal também podem estar relacionados com tumores. Salientamos que outras doenças, que não o câncer, também pode apresentar alguns desses sintomas.

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Como prevenir este tipo de câncer?
Prevenir quer dizer evitar os fatores que estão relacionados com o desenvolvimento de câncer colorretal. Adotar uma dieta rica em frutas, verduras e vegetais, evitar carnes vermelhas e embutidos, praticar exercícios físicos, combater a obesidade, não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas em excesso, são atitudes importante na prevenção. O exame mais importante e eficiente continua sendo a colonoscopia, que consegue visibilizar todo o cólon e reto. Recomenda-se iniciar o rastreamento a partir dos 50 anos. Quando há casos na família a colonoscopia deve ser iniciada mais precocemente.

cmoComo é o tratamento?
O tratamento nos tumores iniciais geralmente é menos agressivo, através da retirada de pólipos e lesões pela colonoscopia ou por cirurgias com ressecções locais dos tumores.

Nos tumores maiores do cólon há necessidade de cirurgia (convencional, laparoscópica ou robótica). Nos tumores do reto pode haver necessidade de radioterapia e quimioterapia antes da cirurgia.

Resumindo, o tratamento envolve radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgia dependendo do local, do tamanho e extensão da doença no cólon ou em outros órgãos no caso de existirem metástases (aparecimento do tumor em outro órgão como fígado ou pulmão, por exemplo). Quanto mais precoce o tratamento menor a agressividade e o tempo de tratamento, proporcionando melhor qualidade de vida ao paciente.

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Dr. Nimio Rafael Garcete Balbuena
CRM MG 44142

 

Médico Cirurgião Oncológico
Especialista em Oncologia Cirúrgica:
Sociedade Brasileira de Cancerologia
Membro do GBM
Grupo Brasileiro de Melanoma