Dra. Livia Vitale

Febre Amarela

Febre Amarela

A Febre Amarela é uma doença causada por um vírus transmitido através da picada de mosquitos da espécie Haemagogus ou Sabethes em ambiente de matas. A maioria das pessoas atingidas não apresentam sintomas importantes sendo que os sintomas (febre, dores pelo corpo e dores de cabeça) desaparecem em poucos dias. Entretanto sintomas mais graves como hemorragia, falência do fígado e rins podem acontecer. Nos casos graves o risco de morte é elevado, de mais de 50%. Desde 1941 não temos casos registrados em cidades, estando a doença restrita a áreas de florestas. No início deste ano foi observado um aumento expressivo no número de casos da doença, inicialmente localizado no leste de Minas e posteriormente observado em várias áreas da região Sudeste. Tal aumento se deve a alguns fatores como: baixa cobertura vacinal (principalmente de pessoas que entram em região de florestas a lazer ou trabalho), áreas urbanas cada vez mais próximas de regiões de matas, detecção tardia dos casos da doença em primatas não humanos (macacos) que funcionam como sentinelas, avisando quando e onde a doença está circulando além de outros fatores.

Desde a década de 30 contamos com vacina que combate essa doença. Essa vacina é feita de vírus da febre amarela atenuada, é muito eficaz, mas devido ao fato de ser de vírus vivo tem alguns cuidados para sua aplicação. As reações quando presentes geralmente acontecem na primeira dose da vacina, sendo na maioria das pessoas bem tolerada. São contra indicações para a aplicação: pessoas com baixa imunidade, pessoas em uso de medicamentos que diminuem a imunidade, gestantes e crianças menores de 6 meses. Para pessoas acima de 60 anos nunca vacinados é importante uma avaliação médica para analisar as condições de saúde da pessoa. Para aqueles já vacinados com uma dose, o reforço costuma ser mais tranquilo e sem grandes efeitos adversos. Para uma resposta adequada 2 doses da vacina são suficientes, em adultos com intervalo de 10 anos e para crianças uma dose aos 9 meses (em situações de risco a partir de 6 meses) e um reforço aos 4 anos de idade. As reações mais comuns são dor e inflamação no local da aplicação, febre, dores pelo corpo e dores de cabeça. Em alguns casos as reações podem ser mais severas e a pessoa pode ter a doença causada pela vacina. É muito importante a vacinação para o controle da doença, preservação das áreas de mata e também o controle do mosquito Aedes Aegypt, mosquito que está presente nas cidades e pode transmitir a doença nas áreas urbanas.

Gripe
Com a chegada do outono, as temperaturas ficam mais amenas, o que é um ambiente propício para a proliferação de doenças respiratórias. Dentre essas doenças uma das mais comuns é a gripe, que é causada por um vírus chamado Influenza que possui vários subtipos. A vacinação é anual porque a cada ano os subtipos mais prevalentes mudam, então a cada ano a vacina para Influenza sazonal também muda. A partir de 2010 a vacina para o subtipo H1N1 foi incluído e repetido anualmente. O H1N1 foi responsável nos anos anteriores pelo maior número de casos da doença e também pelo maior número de complicações. A vacinação é muito importante para o controle da doença, assim como medidas de higiene pessoal e do ambiente. Evitar ambientes fechados também é de fundamental importância.

A vacina é feita de vírus inativado, podendo ser usado em crianças a partir de 6 meses de idade, gestantes, idosos, pessoas com doenças crônicas (que seriam os grupos mais suscetíveis) e na população em geral. Tem poucas contra indicações, como alergia ao ovo (a vacina é produzida em células de embrião de galinha), presença de febre (que é uma contra indicação para aplicação de qualquer vacina) e uso de medicamentos imunossupressores (que diminuem a defesa) em altas doses. A vacina é segura e por ser feita de vírus inativado tem poucos eventos adversos observados.

Vacina contra doenças do Inverno

Vacina contra doenças do Inverno

Com a queda das temperaturas observadas nesta estação, temos um aumento significativo de doenças, principalmente as respiratórias. A combinação de temperaturas mais baixas e baixa umidade do ar, levam ao ressecamento das vias aéreas superiores, facilitando a entrada de vírus e bactérias.

As temperaturas mais baixas também levam as pessoas a se aglomerarem em locais fechados e sem ventilação adequada, causando um maior risco de doenças respiratórias, conjuntivites e até mesmo a tão temida meningite (infecção grave das meninges que pode levar a morte).

A prevenção por meio de medidas de higiene, mudança de comportamentos e vacinas, são de fundamental importância para enfrentar tempos mais frios. Dentre as vacinas citamos as de maior importância para esta época:

GRIPE (Influenza): deve ser feita anualmente, protege contra os tipos de Influenza sazonal e H1N1.

PNEUMONIA: temos duas vacinas disponíveis; a Pneumo 13 (Prevenar) que é indicada para crianças a partir de 2 meses de vida e adultos acima de 50 anos e a Pneumo 23, que geralmente é indicada para idosos e pessoas com problemas de imunidade. A vacina Pneumo 13 em adultos é feita em dose única e como é conjugada, leva a uma imunidade duradoura contra a bactéria que é responsável pelo maior número de casos da doença.

MENINGITE ACWY: feita a partir de 1 ano de idade (pode ser feita como reforço da Meningite C), protege contra os quatro subtipos de Meningite meningococcica. Reforço é feito a cada 5 anos.

MENINGITE B: pode ser feita nos primeiros meses de vida. Protege contra a meningite meningococcica do tipo B. São feitas 2 ou 3 doses dependendo da idade da criança.

Medidas gerais também são de fundamental importância: hidratação com ingestão de líquidos que ajudam a prevenir o ressecamento das mucosas, higienização adequada das mãos com água e sabão ou álcool gel a 70% e principalmente, evitar locais fechados com aglomeração de pessoas, procurando deixar janelas abertas para ventilação adequada.

liviaClinica de Vacinas – Dra. Livia Vitale
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Dra. Lívia Teixeira Vitale
Diretor responsável técnico
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