Dr. Richardson Fontella

Escleroterapia por espuma densa de polidocanol

Escleroterapia por espuma densa de polidocanol

Também conhecida por técnica de Tessari, consiste no tratamento de varizes em que se usa um agente esclerosante, denominado polidocanol. A Escleroterapia se iniciou concomitante com o desenvolvimento das seringas hipodérmicas. Em 1853 Pravas e Wood apresentaram uma ferramenta capaz de injetar substâncias intramusculares e endovenosas. Muitos produtos foram injetados em veias no intuito de seca-las. Por isso o nome do tratamento é chamado Escleroterapia, derivado do grego, skleros (endurecer).

Fármacos como álcool absoluto (1840), derivados do iodo (1853), formol (1900), mercúrio (1920), foram testados. Alguns obtiveram sucesso relativo e outros com total reprovação. Manchas e úlceras eram provocadas assim como efeitos colaterais graves. Isso fez o método cair em descrédito até a década de 70, quando se desenvolveu o uso da metil ethanolamina (etamolin). Com indicação para vasos até 2 milímetros e nas mãos de hábeis escleroterapeutas, consistia em um método muito bom e de mínimos efeitos indesejados.

Pouco tempo depois a glicose, um diluente para o ethamolin, começou a ser usada em concentrações maiores com bons resultados. Outros produtos surgiram, como polidocanol e glicerina crômica. Esse tratamento persistiu por mais de uma década apenas como finalidade estética, uma vez que a cirurgia das veias maiores, de 5 milímetros, é o padrão ouro para tratamentos tanto curativos quanto estéticos.

Porém, alguns pacientes não respondiam mais satisfatoriamente a tratamentos cirúrgicos. Aqueles que já tinham sido por várias vezes operados, outros que sofreram muitas crises de tromboflebites ou outras inflamações como celulites e erisipelas, apresentavam um endurecimento na pele (dermatofibrose). Assim, as cirurgias não tinham um efeito terapêutico eficaz. Nesses casos a Escleroterapia por espuma se mostrou muito mais efetiva, com capacidade de resolução para agir onde não conseguia-se com os bisturis.

Atualmente, a Escleroterapia por espuma vem se firmando como um processo terapêutico muito eficaz para o tratamento de varizes de difícil resolução, úlceras de estase desencadeadas por varizes superficiais e para hemorragias por velas de pernas. Ele consiste em um tratamento mais econômico, porque dispensa internação e repouso. O paciente deverá deambular (caminhar), logo após o termino da sessão e permanecer com contensão elástica por uma semana.

Ainda existe alguns detalhes que impedem o uso em todos os casos, pois podem ocorrer manchas no trajeto da veia que foi tratada. Casos como de pessoas que costumam usar roupas curtas ou querem um tratamento mais estético, a indicação ainda é escleroterapia convencional, para vasos até 3 milímetros e cirurgia de microvarizes para as demais.

Dr. Richardson FontellaDr. Richardson Fontella
Especialista em cirurgia vascular pela SBACV

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Importância do exame das carótidas pelo doppler

Importância do exame das carótidas pelo doppler

As artérias carótidas e as vertebrais são as vias de fornecimento de sangue para o cérebro, nosso principal órgão para manutenção da vida. Por isso, pequenas interrupções ou alterações de fluxo tem consequências catastróficas.

As artérias tem um envelhecimento natural representado por um endurecimento de suas paredes, muitas vezes acelerados por fatores externos, como tabagismo, hipertensão, diabetes e doenças metabólicas. Com a população mundial apresentando maior longevidade, ocorre um aumento dos eventos oclusivos e isquêmicos desencadeados por lesões nessas artérias.

Essas lesões devem ser prevenidas com uma qualidade de vida adequada, exercícios físicos rotineiros, controle do colesterol, controle do diabetes, da hipertensão e principalmente ficando longe do cigarro e da fumaça por ele provocada.

Uma maneira interessante de se prevenir é com exame ultrassonográfico das carótidas, que contribui demonstrando precocemente uma lesão que poderia formar coágulos. Esses coágulos migrariam para o cérebro, desencadeando um evento tipo derrame (acidente vascular cerebral).

Outra qualidade desse exame é fazer uma mensuração do espessamento miointimal da artéria. Ele demonstra precocemente a tendência do indivíduo a ser portador de doenças ateromatosas como infarto do miocárdio, trombose de membros inferiores e AVC’s. Por ser um exame não invasivo e de custo pouco evado representa uma ferramenta eficaz na prevenção de diversas patologias.

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O Tabagismo e a Saúde Vascular

O Tabagismo e a Saúde Vascular

tabagismoDentro da tendência da medicina moderna, de enxergar o paciente como um todo, o cigarro é de fato um vilão inigualável, pela extensão de males que é capaz de causar. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de tabaco é um dos principais causadores de mortes, o que responde diretamente por quase 5 milhões de mortes ao ano no mundo. Este número deve chegar a 10 milhões em 2020 se o padrão de fumo continuar como está hoje.

Na área vascular, o fumo interfere principalmente na circulação sanguínea, já que os glóbulos vermelhos têm mais afinidade pelo monóxido de carbono do que pelo oxigênio. É por isso que, durante o tratamento de problemas vasculares, também se segue a tendência multidisciplinar, combinando reeducação alimentar, prática de esportes e, claro, incentivo ao abandono do cigarro.

E hoje, os portadores de doenças vasculares causadas por tabagismo são a terceira causa de procura por um angiologista. Entre as doenças vasculares mais populares causadas pelo consumo de cigarro está a impotência sexual masculina, dores agudas nas pernas e gangrenas.

Fumo x Saúde Vascular

“O fumo, que contém mais de 4 mil moléculas nocivas à saúde, prejudica de forma direta tanto o fumante ativo como o passivo em ação direta nas artérias, nas veias e nos tecidos”, explica Richardson Fontella Cirurgião Vascular.

O tabaco também é responsável por envelhecimento precoce, infarto cerebral, infarto do miocárdio, aterosclerose precoce, tromboses, doenças pulmonares, câncer – boca ou pulmonar, abortos, doenças fetais, entre outras. Já as doenças exclusivamente vasculares têm participação hereditária, hábitos pessoais, alimentação, meio ambiente e envelhecimento.

No passado, conta o médico, o fumo tinha exposição mais nos homens, e atualmente ainda existem mais fumantes masculinos, mas proporção está numa tendência de equilíbrio. As mulheres iniciam no vício antes que os homens.

A nicotina, sozinha, já é uma predisposição para a ocorrência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e é o fator causal do acidente e de muitas outras doenças. “É, sem dúvida, o seu aliado, o sedentarismo também é prejudicial à saúde”, diz o especialista vascular.

Segundo o médico, o cálculo é simples: quanto mais longa for a exposição às moléculas nocivas do fumo, maior será a prevalência de doenças vasculares.

O efeito destruidor do cigarro

O cigarro provoca a contração das artérias – vasoespasmo -, reduzindo o fluxo sanguíneo para o local diminuindo a irrigação. “Além disto, o oxigênio tem mais dificuldade de ser liberado pela hemoglobina – a substância que transporta o oxigênio. Isso resulta na piora do quadro”, conta o médico da SBACV.

Para ele, o tecido mal oxigenado é mais suscetível às lesões vasculares e há ainda a intensificação do processo de aterosclerose, que causa a obstrução crônica das artérias, impedindo a circulação normal do sangue. Os vasos sanguíneos dessas pessoas com dificuldades vasculares tendem a responder mal às mudanças no fluxo de sangue. As principais doenças vasculares são relacionadas à obstrução das artérias pela aterosclerose.

Dependendo de qual parte do corpo é afetada, a manifestação poderá ser infarto do miocárdio, acidente vascular encefálico, oclusão arterial por trombose, entre outros. Richardson lembra ainda a existência de uma inflamação arterial conhecida como tromboangeíte obliterante (TAO), que pode ocorrer, em especial em pacientes adultos jovens, com ocorrência exclusiva em fumantes.

A manifestação inicial pode ser drástica, muitas vezes com gangrena de vários dedos ou até em membros que podem ser amputados. Outras doenças como fenômeno de Raynaud e acrocianose podem também ser agravados.

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Frio e os Problemas Vasculares

Frio e os Problemas Vasculares

A patologia mais frequente pela queda de temperatura, principalmente durante o inverno, é conhecida como fenômeno de Raynaud. Essa condição clínica foi relatada pela primeira vez por Maurice Raynoud, médico francês (1834-1881).

Esse fenômeno é caracterizado por se manifestar por cianose, que é quando há uma coloração violácea das extremidades do corpo, causada pela diminuição da oxigenação nos pequenos vasos sanguíneos. Geralmente o paciente procura um especialista quando percebe sintomas como dores e palidez nas pontas dos dedos.

Raynoud acreditava que o fenômeno era causado por um exacerbamento da atividade da intervenção simpática. Porém recentemente, com métodos de diagnósticos precisos, a mensuração de atividades do nervo mediano era similar em pessoas normais e nas que sofriam desse mal. Atualmente, acredita-se que a causa seja uma ruptura da resposta termo regulatória dos vasos sanguíneos da pele e liberação anormal de moléculas vasoconstrictoras, como exemplo a endotelina.

A doença é mais frequente em mulheres jovens expostas ao frio e algumas vezes com problemas emocionais como estresse. Outros fatores também podem desencadear o fenômeno de Raynoud, é o uso de ferramentas vibratórias, marretas e outras que geram impacto. Além disso, o uso de medicamentos antialérgicos, efedrina, indicado para a perder peso (proibido no Brasil desde 2003) e epinefrina, usado em casos de asma, podem acarretar essa doença. Problemas como lesão nos nervos periféricos como as causadas pela síndrome do túnel do carpo, também facilitam o surgimento do fenômeno de Raynoud. Ademais, vale ressaltar que quem sofre de doenças metabólicas como hipotireoidismo estão mais suscetíveis a essa patologia.

O tratamento do fenômeno de Raynoud pode ser medicamentosa ou não, tudo vai depender do quadro em que o paciente está e da queixa que ele tem. A não medicamentosa consiste em orienta-lo sobre as causas que geram aquela situação. Sugerimos que ele evite o frio, que é a melhor maneira de prevenção de ataques agudos da doença. Aquecimento do organismo como roupas adequadas como meias, luvas e chapéus.

Quando o quadro é de dor aguda utilizamos a intervenção medicamentosa como vasodilatadores, como os bloqueadores de canal de cálcio como nifedipina, diltiazem ou anlodipina. Vale lembrar que esses medicamentos têm contraindicações e se prescrito para jovens podem desencadear hipotensão e eritrose, que causa vermelhidão no rosto. Uma gama de outros remédios que pode ser ministrada como cilostazol, sildenafil e fluoxetina. Porém esses métodos medicamentosos são destinados apenas a casos graves que não tem resposta com o início das medidas protetoras e se não tratados podem levar a gangrena ou ulcerações.

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O que é Pé Diabético

O que é Pé Diabético

O pé diabético, como o próprio nome sugere, ocorre em pessoas que sofrem da doença diabete. “Ele ocorre geralmente com a falta de cuidado com o tratamento da diabetes, que exige um tratamento delicado, dedicado e cheio de abdicações alimentares. Sem os cuidados com o tratamento, a diabete vai minando e diminuindo as resistências vasculares dos membros inferiores contra a entrada de bactérias. Desta forma, uma pequena lesão ou ferida, é suficiente para desencadear um mal perfurante plantar ou uma outra doença própria do pé diabético”.

“Pessoas que possuem diabetes devem ficar atentas ao sistema circulatório. O Ideal é consultar um cirurgião vascular a cada seis meses para verificar a sensibilidade dos pés e a circulação dos vasos”, alerta Richardson Fontella, Cirurgião Vascular.

Diabete
Diabete

Quem possui diabetes e realiza o tratamento deve ficar atento a sintomas simples e procurar um especialista. “O primeiro sintoma é a perda de sensibilidade tátil, lentamente a pessoa vai perdendo o tato dos pés. Com a evolução da doença o paciente perde ainda a sensibilidade dolorosa”, esclarece Richardson.

Sem o tato ou a capacidade de sentir dores nos pés, a pessoa que possui diabetes corre o risco de se ferir e não perceber o machucado. Como o pé diabético provoca também a falta de resistência contra bactérias, a pequena ferida evolui rapidamente sem que o paciente note. “Essa é uma situação bem comum. Quando à pessoa se coloca a par da doença a ferida já esta grave e essa lesão já atingiu até a parte óssea”, conta o cirurgião vascular.

Quando a ferida é notada rapidamente e há circulação nas extremidades, a recuperação é feita com medidas simples. Curativos, higiene no local afetado e repouso. De qualquer forma, é preciso consultar um Cirurgião vascular para avaliar a vascularização da área.

Porém a pessoa que possuí diabetes deve ter em mente que a cicatrização, de quem tem a doença, é próxima do normal quando há circulação, no entanto mais lenta. Devido a essas circunstâncias é preciso cuidado com qualquer tipo de ferida. “O paciente que sofre do pé diabético, que ainda possui circulação na área afetada, tende a se recuperar desse machucado como uma pessoa normal. O risco está na falta de sensibilidade dolorosa, sem sentir dor a pessoa esquece que deve fazer repouso e essa recuperação não acontece”, explica Fontella.

Dr. Richardson Fontella - Especialista em cirurgia vascular pela SBACV
Dr. Richardson Fontella – Especialista em cirurgia vascular pela SBACV

“Em casos extremos da doença, seguida de trombose arterial, quando a circulação não chega às extremidades, os riscos aumentam gerando internação e até uma efetiva amputação”, alerta Richardson.

Porém, se todos que sofrem do pé diabético adotarem medidas preventivas, a pessoa pode chegar a ter uma vida bem próxima do normal. “Uma vez diagnosticado o pé diabético, o paciente deve recorrer a um especialista anualmente para realizar testes de sensibilidade tátil. Se existir a falta de sensibilidade, existem algumas medidas medicamentosas que ajudam muito. Como complexo B e até neuromoderadores. Nesse momento é preciso também cuidado com os pés, como higiene e ficar atento a micoses. O paciente deve passar ainda a utilizar calçados confortáveis e que protejam os pés. Assim é possível ter uma vida bem próxima do normal”, orienta Richardson Fontella, cirurgião vascular.