Dr. Marcio Gonçalves de Souza

Corrida de rua análise biomecânica da corrida

Corrida de rua análise biomecânica da corrida

Corrida de rua

Um dos grandes desafios dos profissionais da área esportiva é observar o desempenho do seu aluno ou atleta e decidir onde a técnica precisa de correção, desta forma, uma análise bem sucedida deve não somente conhecer a proposta do movimento, mas também reconhecer os fatores que contribuem tanto para desencadear lesões, quanto para uma boa execução de movimento.

A análise biomecânica de corrida gera informações precisas sobre os parâmetros posturais, controle motor, distribuição de pressões nos pés, tipo de pé, tipo de pisada e mecanismo de corrida, que após analisados através de imagens, revelam um diagnóstico mais detalhado para traçar um ajustamento e planejamento mais eficaz, seja na busca pelo rendimento, prevenção de lesões ou até na própria reabilitação específica para cada tipo pessoa.

Um ótimo padrão de movimento é aquele que se adéqua melhor às suas possibilidades e que se respeita as suas limitações. É essencial ter bom padrão para evitar lesões, melhorar a performance e, consequentemente, ser um corredor mais feliz.

Marcio

Professor Márcio Rangel
Graduação Bacharel em Educação Fisíca
CREF: 023036-G/MG
Contato: (35)99173 0990
marcinhoedfisica09@hotmail.com

Especialização em musculação e Personal Training
Treinamento em corrida de rua
Preparação física
Treinamento Funcional
Massoterapia
Avaliação Física

Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP)

Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP)

O que é?
É o aumento benigno do volume da próstata. A próstata é uma glândula situada na parte inferior da bexiga e anterior ao reto. No seu interior passa a uretra (o canal pelo qual a urina é eliminada do corpo). A função da próstata é, entre outras, fabricar uma porção do esperma (líquido expelido durante a ejaculação). Como a próstata envolve a uretra, um aumento do volume prostático pode impedir a passagem da urina.

Qual o tamanho da próstata?
Durante a infância, a próstata é muito pequena. Quando começa a adolescência, há uma maior produção de hormônios masculinos e, consequentente, a próstata inicia seu aumento. Nesta fase, os caracteres sexuais também surgem: engrossamento de voz, surgimento de pelos pubianos, barba, etc. A próstata tem neste período o tamanho de uma castanha (15-20 gramas). Este crescimento continua durante a vida do indivíduo, em uma velocidade que varia de uma pessoa para outra. Em alguns indivíduos, por motivos não bem conhecidos, a próstata cresce mais rápidamente e, em outros, o aumento é mais lento. Geralmente, após os 50-60 anos, o crescimento prostático apresenta uma aceleração maior. Existem próstatas que atingem volumes importantes, como 200 gramas ou mais.

HBP e câncer são a mesma coisa?
A hiperplasia é um tumor benigno. Entretanto, pode abrigar no seu interior células malignas que podem ser descobertas com o auxílio de exames especiais.

Quais as conseqüências da HBP?
Quando a próstata começa a crescer, ela pode comprimir a uretra, impedindo que a urina saia da bexiga. Várias conseqüências surgem desta situação, como o surgimento de urina residual na bexiga, o aumento da espessura seguido de afinamento da parede vesical, a dilatação dos ureteres (canais que unem os rins à bexiga), e dilatação renal com diminuição da sua função.

É importante que se diga que nem toda HBP leva ao quadro acima. Outros fatores e condições são necessários.

Quais são os sintomas da HBP?
Os principais sintomas da HBP são: jato urinário fraco, jato interrompido, aumento da freqüência das micções com eliminação de pequenos volumes de urina, aumento da freqüência de micções à noite, urgência para urinar com perda, ocasionalmente, de urina na roupa. Estes sintomas podem ocorrer isoladamente ou em conjunto. Podem ser leves, moderados ou severos. Há situações agudas, como a retenção urinária, levando o paciente ao hospital, a fim de que uma sonda seja introduzida na sua uretra, esvaziando assim a bexiga. Nem todos os homens passarão por este quadro.

Como se faz o diagnóstico?
Geralmente os sintomas levam o paciente ao médico. Este, através de uma história clínica, vai classificar o paciente em pouco, leve ou muito sintomático. Um exame físico detalhado, incluindo um toque retal (exame digital através do ânus), é realizado. Exames laboratoriais são geralmente solicitados, incluindo exame qualitativo de urina, urocultura, creatinina e uréia. A dosagem do antígeno prostático específico (PSA) é de vital importância como parte desta avaliação, pois permite a detecção precoce do câncer da próstata.

Exames de imagem, se necessários, serão solicitados como, por exemplo, a ultrassonografia do aparelho urinário e da próstata.

É importante que se diga que os sintomas acima descritos não são específicos da HBP. Eles podem estar presentes na estenose (estreitamento) de uretra, bexiga neurogênica, etc. Logo, uma avaliação criteriosa é importante.

Como se trata a HBP?
A maioria dos pacientes com HBP não requer tratamento. Aqueles pacientes sintomáticos que procuram o urologista serão tratados conforme a severidade dos sintomas. Os pacientes levemente sintomáticos serão acompanhados clinicamente, ficando sob observação. Os moderadamente sintomáticos serão tratados com medicamentos – que impeçam o crescimento prostático ou que relaxem a próstata. Nos pacientes severamente sintomáticos ou naqueles que, por qualquer razão, não possam tomar os medicamentos, está indicada a cirurgia.

A cirurgia pode ser a prostatectomia aberta, na qual é necessária uma incisão no abdômen. É retirada somente a parte central da próstata a qual, justamente, comprime a uretra. As partes periféricas da próstata permanecem. Outro tipo de cirurgia pode ser empregada, como a ressecção transuretral da próstata, na qual todo o procedimento é realizado pela uretra. Como no caso anterior, trata-se de uma cirurgia desobstrutiva.

Vários outros métodos cirúrgicos existem (cirurgia a laser, termoterapia, eletrovaporização, etc), que não são comparáveis em resultados com as cirurgias clássicas. É importante saber que o paciente após a cirurgia para HBP permanece com zonas periféricas da próstata: logo, deve continuar a realizar exames periódicos de prevenção do câncer de próstata.

Como se faz o seguimento do paciente com HBP?
O paciente com HBP assintomática e sem tratamento deverá realizar PSA e toque retal anualmente. O mesmo procedimento também serve para aqueles pacientes sintomáticos e tratados. A HBP não se transforma em câncer de próstata. Entretanto, um paciente pode ter, concomitantemente, HBP e câncer de próstata.

Dr. Marcio Gonçalves de SouzaDr. Marcio Gonçalves de Souza
Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia
Membro da “American Urological Association”
Membro da “Confederación Americana de Urología”

Rua Maranhão, 221 conj. 31
Centro – Poços de Caldas – MG
Telefone: (35) 3721-1477
E-mail: csdclinicasaodomingos@gmail.com

O que é a cirurgia de sling na incontinência urinária feminina?

O que é a cirurgia de sling na incontinência urinária feminina?

É indicada para incontinência de esforço quando o tratamento conservador falha.

A incontinência urinária aos esforços se caracteriza pela perda involuntária de urina que ocorre durante manobras de esforço, como tossir, espirrar, levantar peso ou, até mesmo, mudança de posição (levantar-se da cama, por exemplo).

Existem fatores de risco para a ocorrência deste tipo de perda urinária. Nas mulheres, eles estão relacionados ao número de gestações, menopausa, obesidade e prolapsos de órgãos pélvicos (“bexiga caída”, “útero caído”).

Segundo os dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), estima-se que uma a cada 25 pessoas pode sofrer de incontinência urinária ao longo da vida. E cerca de 40% das mulheres após a menopausa perdem urina de forma involuntária.

“Esse tratamento minimamente invasivo nada mais é do que a introdução de uma fita de polipropileno (ou de tecido do próprio corpo da paciente) abaixo da uretra, por via vaginal, com o objetivo de aumentar a resistência uretral e reduzir a perda de urina”

O tratamento inicial da incontinência urinária aos esforços também é conservador e inclui os exercícios de fisioterapia para os músculos do assoalho pélvico, também chamados de exercícios de Kegel. Eles são importantes para reforçar os músculos responsáveis pela continência urinária (o “esfíncter urinário”). Sessões de exercícios devem ser realizadas pelo menos três vezes ao dia.
A perda de no mínimo 5% do peso corporal em pessoas com obesidade ou sobrepeso também é recomendada e pode proporcionar melhora significativa da incontinência urinária.

Implante de sling
Quando o tratamento conservador falha, é possível indicar o implante de sling na uretra (canal por onde passa a urina e que liga a bexiga ao meio externo). Esse tratamento minimamente invasivo nada mais é do que a introdução de uma fita de polipropileno (ou de tecido do próprio corpo da paciente) abaixo da uretra, por via vaginal, com o objetivo de aumentar a resistência uretral e reduzir a perda de urina.
Hoje em dia, é possível realizar este tipo de procedimento em regime ambulatorial (com possibilidade de alta no mesmo dia). O implante de sling sintético proporciona melhora da incontinência urinária em 70 a 90 % das pacientes. O médico urologista é um dos especialistas que podem orientar sobre a melhor estratégia cirúrgica e realizar o implante de diferentes tipos de slings para o tratamento da incontinência urinária de esforço.

Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia.

Dr. Marcio Gonçalves de SouzaDr. Marcio Gonçalves de Souza

Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia
Membro da “American Urological Association”
Membro da “Confederación Americana de Urología”

Clinica São Domingos
Tratamento de:
Cálculos do aparelho urinário
Disfunções sexuais masculinas (impotência sexual, ejaculação precoce)
Doenças dos rins, bexiga e próstata
Incontinência urinária masculina e feminina
Doenças dos órgãos genitais masculinos
Realização de exames:
Ultrassonografia dos rins, bexiga e próstata
Cistoscopia
Ureteroscopia
Estudo urodinâmico
Biópsia de próstata com analgesia

Câncer da Próstata em 2016

Câncer da Próstata em 2016

cancer-da-prostataA Próstata é uma glândula que nos jovens tem o papel triunfal de alimentar e manter vivos os espermatozoides. Já no homem maduro ela pode trazer consequências negativas para a qualidade e quantidade de vida: o câncer da próstata. Mal que surge em cerca de 10% dos homens com 50 anos, 30% daqueles com 70 anos e 100% dos que chegarem aos 100 anos de idade.

Frequência e Fatores de Risco
Brasil estima-se que dois milhões de homens serão atingidos pelo câncer da próstata. Essa estatística incômoda, contrapõe-se a outra mais animadora: de cada 18 homens acometidos pelo mal, apenas três morrerão pela doença.

Duas condições aumentam os riscos de se contrair o câncer da próstata, especificamente, a etnia e a ocorrência de casos na família. A frequência desse tumor é 70% menor em homens orientais, mas essa diferença quase desaparece quando eles migram para o ocidente, sugerindo que influências ambientais e o modo de vida também estão implicados com a instalação da doença.

Já negros têm o dobro da incidência de câncer da próstata sendo também mais fatal. Segundo estudos recentes patrocinados pela American Cancer Society, nos EUA.

A incidência do câncer da próstata aumenta de duas a cinco vezes, quando pai ou irmãos desenvolvem o mal antes dos 55 anos. Obesidade e vasectomia não aumentam a incidência da doença. Contudo, o tumor manifesta-se de forma mais agressiva em obesos.

Identificação da doença
O câncer da próstata não possui sintomas nas fases iniciais, período em que a doença é altamente curável. Nessa etapa, a existência do câncer só pode ser constatada através do exame de toque (surgem áreas endurecidas na glândula) e das dosagens no sangue do chamado “antígeno prostático específico” ou PSA. Esses dois exames devem ser realizados conjuntamente, já que o toque e o PSA, isoladamente, revelam, cerca de 25% e 45% dos casos com a doença. Executando-se os dois testes, são identificados 75% dos pacientes acometidos.

Em terceiro lugar, a biópsia da próstata, realizada para confirmar suspeitas geradas pelos exames, pode falhar em 10% a 12% dos casos. Essa imprecisão surge frequentemente em pacientes com tumores localizados na área anterior da próstata, quase inacessível à biópsia e imperceptível ao toque, o que acaba retardando o diagnóstico da doença. Felizmente essa situação incômoda tem sido contornada com a ressonância magnética multiparamétrica e o PSMA PET-CT.

Para que o câncer da próstata seja diagnosticado no momento apropriado, recomenda-se que os exames de detecção sejam repetidos anualmente, a partir dos 45 anos de acordo com diretrizes firmadas no passado. Por outro lado, nos casos hereditários a doença manifesta-se em idades mais precoces; por isso, homens com histórico familiar devem se submeter a exames preventivos anuais da próstata a partir dos 40 anos de idade.

Estratégia de Tratamento do Câncer da Próstata
A evolução da doença o ocorre na sociedade, mas no cotidiano a maioria dos pacientes apresenta-se com esse tipo de câncer de forma pequena ou média agressividade, potencialmente curáveis. Nesse sentido, pesquisa publicada pelo National Cancer Institute, dos Estados Unidos, concluiu que entre os casos de câncer da próstata descobertos em exames preventivos, 15% são portadores do tipo indolente; 60% têm doença agressiva, mas curável se tratada a tempo; e 25% apresentam lesões avançadas, de cura mais difícil quando se utiliza somente método único de tratamento.

A prostatectomia radical, remoção total da próstata por cirurgia, é acompanhada de impotência sexual em 70% dos indivíduos com 70 anos, em 35% dos pacientes com 65 anos e em 10% dos homens com 50 anos. Ademais, incontinência urinária surge em 3% a 15% dos casos, dependendo da experiência do cirurgião e da idade do paciente. A radioterapia associa-se a iguais riscos de disfunção sexual e pode causar complicações intestinais e de bexiga em 15% a 35% dos casos tratados, algumas vezes mais devastadoras que o próprio câncer.

Prostatectomia Auxiliada por Robô
Apesar do surgimento de uma nova técnica de prostatectomia auxiliada por robô, prometendo mais vantagens e mais facilidade, na prática isso não se efetivou, tendo mais pontos negativos do que positivos. O número de indivíduos que lamentavam a escolha da técnica robótica foi quatro vezes maior do que aqueles que optaram pela cirurgia aberta, principalmente porque os proponentes da técnica robótica criaram nos pacientes expectativas irreais a respeito das vantagens desse método.

Doença que se Estende para Fora da Próstata
Quando o tumor se estende para os tecidos que envolvem a próstata ou para outros órgãos, os pacientes são tratados com remoção desses com medicações ou intervenções cirúrgicas que reduzem os níveis da testosterona no sangue, o hormônio masculino que representa um dos principais combustíveis que alimenta o tumor. Quando as taxas sanguíneas de testosterona são anuladas, todas as lesões prostáticas presentes no organismo sofrem uma involução marcante.

Essas medidas nem sempre eliminam totalmente o tumor, mas a doença pode permanecer sob controle por muitos anos com mudanças sucessivas nas alternativas medicamentosas. Para esses pacientes uma notícia esperançosa surgiu nos últimos anos. Cinco novos agentes, com regressão da doença em 50% a 70% dos casos, incluindo alguns onde as esperanças se esvaiam. Com baixa toxicidade, já estão disponíveis ou prestes a serem liberadas para uso clínico.

Prevenção do Câncer de Próstata
De forma interessante, maior frequência de atividade sexual talvez iniba o aparecimento do câncer da próstata. Pesquisa patrocinada pelo National Institute of Health, dos EUA, que envolveu cerca de 29 mil homens, revelou que a incidência desse câncer é 33% menor nos indivíduos que tem mais do que cinco relações sexuais por semana.

Dr. Marcio Gonçalves de Souza
Diretor responsável técnico
CRM-MG: 25.586