Dr. Juliano Rodrigues de Oliveira

Cuidados necessários ao consumir peixes e frutos do mar

Cuidados necessários ao consumir peixes e frutos do mar

Camarões e outros crustáceos devem ter aspecto geral brilhante e úmido

Durante a temporada de férias principalmente nas praias e devido ao período da quaresma para os cristãos , o aumento do consumo de peixes e frutos do mar é comum. No entanto , esses itens exigem uma atenção especial no momento da compra.

Com o calor do verão, microorganismos como bactérias ou parasitas encontram nos pescados um local apropriado para se instalar, principalmente se não houver boa refrigeração. “A ingestão de peixes e frutos do mar em mau estado de conservação pode causar problemas como a intoxicação alimentar. O corpo vai tentar eliminar esses microorganismos para que não afetem algum sistema, e isso pode gerar os sintomas como a diarreia, vômitos, dores abdominais, mal-estar e febre”, relata DR Juliano R de Oliveira .

A presença de parasitas no organismo pode levar a complicações mais sérias, como a difilobotríase, conhecida popularmente como a doença do peixe cru. “Ela é transmitida pelo parasita Diphyllobothrium latum, conhecido como ‘tênia do peixe’. Após a ingestão, a larva se aloja no intestino, crescendo e se reproduzindo nesse local. Normalmente os indivíduos afetados não apresentam sintomas, mas os casos mais intensos podem vir acompanhados de desconforto abdominal, náuseas, vômitos e diarreia, perda de apetite e de peso. A infecção ainda pode levar à deficiência de vitamina B12 e, em consequência, à anemia perniciosa”.

É importante que o consumidor esteja atento às seguintes características no momento da compra :

PEIXES
Superfície do corpo limpa, com brilho metálico
Olhos transparentes, brilhantes e salientes, ocupando completamente as órbitas
Guelras róseas ou vermelhas, úmidas e brilhantes com odor natural, próprio e suave
Ventre roliço, firme, não deixando impressão duradoura à pressão dos dedos
Escamas brilhantes, bem aderentes à pele e nadadeiras apresentando certa resistência aos movimentos provocados
Carne firme, consistência elástica, de cor própria à espécie
Cheiro específico, lembrando o das plantas marinhas

CAMARÃO E OUTROS CRUSTÁCEOS
Aspecto geral brilhante e úmido
Corpo em curvatura natural, rígida, artículos – firmes e resistentes
Carapaça bem aderente ao corpo
Coloração própria à espécie, sem qualquer pigmentação estranha
Olhos vivos, destacados
Cheiro próprio e suave

Por fim , esses cuidados são extremamente necessários para que possamos protejer nossa saúde e desfrutar das qualidades , nutrientes e principalmente das delícias que os peixes e frutos do mar podem nos oferecer ! , conclui DR Juliano Rodrigues de Oliveira.

dr-juliano-rodrigues-de-oliveira

Dr. Juliano Rodrigues de Oliveira
CRM: 39.349

Doenças comuns do aparelho digestivo após excessos nas festas de fim de ano

Doenças comuns do aparelho digestivo após excessos nas festas de fim de ano

Dispepsia: O que é?
Dispepsia, geralmente designada por má digestão ou gastrite, é um conjunto de sintomas que se manifesta na topografia do estômago (região epigástrica), entre o umbigo e o tórax. Engloba dois subgrupos distintos: por um lado, a sensação de dor ou queimação na região epigástrica e, por outro, a ocorrência de dificuldade de digestão, seja traduzida por saciedade precoce e plenitude pós-prandial. Por saciedade precoce entende-se a sensação de enchimento rápido do estômago após início da refeição, desproporcional à quantidade de alimentos ingeridos e impedindo a continuação da refeição. A plenitude pós-prandial corresponde à sensação desagradável de persistência prolongada dos alimentos no estômago. Náuseas, eructação e distensão do abdome superior estão frequentemente associados. Paciente com doença do refluxo gastroesofágico e síndrome do intestino irritável apresentam frequentemente dispepsia associada.

O aparecimento de sintomas dispépticos é um dos problemas clínicos mais frequentes, afetando mais de 15% da população ocidental dependendo do país estudado. No Brasil, estudos epidemiológicos mostraram que em torno de 40% da população apresentam sintomas dispépticos. Apesar de raramente tratar-se de uma enfermidade maligna, muitos pacientes apresentam sintomas incomodativos que os motiva a procurar de ajuda médica, pois a dispepsia pode prejudicar significativamente a qualidade de vida.

O que causa a dispepsia?
O aparecimento de dispepsia pode resultar de diferentes doenças digestivas, em particular doenças que afetam o estômago e duodeno (primeira porção do intestino). Uma das situações mais representativas é a úlcera péptica gástrica ou duodenal. Esta doença pode resultar do uso de medicamentos, como os analgésicos e anti-inflamatórios. Porém, a maioria dos casos são causados pela infecção do estômago por uma bactéria, o Helicobacter pylori. Em alguns doentes, os sintomas podem ter origem em outros órgãos, surgindo, por exemplo, em consequência de doença pancreática ou de cálculos biliares (pedra na vesícula). É relativamente raro, especialmente e pessoas com idade inferior a 35 anos, que dispepsia esteja relacionada com doenças malignas, como o câncer gástrico. A maioria dos casos de dispepsia é decorrente de um distúrbio o qual pode surgir mesmo sem doenças subjacentes. Esta enfermidade é chamada de dispepsia funcional. Porém, somente seu médico é capaz de diferenciar a dispepsia funcional (condição sempre benigna) de uma doença orgânica (úlceras, tumores, cálculos biliares, etc.).

Quais exames complementares são importantes?
Os sintomas acima referidos não permitem distinguir entre a dispepsia funcional e dispepsia decorrente de doenças orgânicas. Pacientes acima de 50 anos, que apresentam história familiar de câncer do aparelho digestivo ou com “sinais de alarme” como emagrecimento, vômitos com sangue, anemia, febre, massa abdominal palpável ou icterícia sempre serão submetidos a exames complementares. Através da endoscopia digestiva alta se observa diretamente o revestimento interno do esôfago, estômago e duodeno, sendo este o exame mais importante para esclarecer o diagnóstico. Através dela também é possível pesquisar a presença do Helicobacter pylori. Exames laboratoriais (sangue e parasitológico de fezes) e ultrasom abdominal também são importantes no esclarecimento destes sintomas. Estes testes permitem avaliar alguns órgãos que circundam o estômago, como pâncreas, fígado, vesícula e vias biliares. Hoje existem dados consistentes na literatura que demonstram a relação de intolerância alimentar com sintomas dispépticos, em especial à lactose, frutose e glúten. Casos selecionados devem ser avaliados neste sentido. Tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética são utilizadas em situações especiais.

Como é o tratamento?
Se os sintomas de dispepsia são persistentes, a avaliação médica é necessária. Frequentemente não se justifica a realização de exames complementares e prontamente o paciente é orientado e medicado.
As seguintes orientações devem ser sempre seguidas, pois é fundamental para o tratamento:
– Alimentar-se em local tranquilo;
– Comer devagar;
– Evitar refeições volumosas;
– Dividir as refeições em 5 a 8 vezes ao dia;
– Reduzir o consumo de alimentos gordurosos, condimentados, ácidos, café, álcool e de qualquer outro alimento que provoque sintomas;
– Não fumar.

Estas medidas comportamentais e o uso de medicamentos costumam ser suficientes para controlar a sintomatologia. Medicamentos como bloqueadores H2 e inibidores da bomba de prótons diminuem o tempo de acidez intra-gástrica e podem melhor significativamente os sintomas em muitos pacientes. Procinéticos são medicamentos que atuam na motilidade gástrica e podem ser usados nos casos onde a saciedade precoce e plenitude estão presentes. Antidepressivos em baixas doses podem ser utilizados para modular a sensibilidade gástrica, diminuindo a dor. Cada paciente responde de forma diferente a cada medicamento. Pacientes dispépticos com endoscopia normal ou com alterações mínimas que não justifiquem os sintomas, porém com Helicobacter pylori confirmado, a necessidade de erradicação deverá ser considerada. Quando os exames realizados identificarem uma doença orgânica para explicar os sintomas, o tratamento será orientado conforme cada diagnóstico.

Os sintomas podem reaparecer?
A dispepsia funcional é uma enfermidade crônica e recorrente. Os sintomas podem voltar a surgir, mas variam de intensidade e frequência. Em muitos casos, isto não torna necessária a realização de novos exames, podendo ser repetido o tratamento que anteriormente havia resolvido o sintoma. Seu médico pode determinar a necessidade de repetir ou solicitar outros exames. Se surgirem sintomas diferentes, especialmente os sinais de alarme, seu médico deve ser imediatamente informado.

dr-juliano-rodrigues-de-oliveiraDr. Juliano Rodrigues de Oliveira
Diretor responsável técnico
CRM: 39.349

Síndrome do Intestino Irritável

Síndrome do Intestino Irritável

O QUE É

A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um termo aplicado a uma associação de sintomas, que consistem mais freqüentemente de dor abdominal, estufamento, constipação (“intestino preso”) e diarréia. Muitos pacientes com SII alternam diarréia com constipação. Pode haver muco presente junto às fezes.

Não se trata de um defeito anatômico ou estrutural. Não é uma desordem física ou química identificável. Em palavras médicas, não há doença orgânica detectável.

A SII é uma desordem funcional do intestino. Não há sinal de doença que possa ser visto ou medido, mas o intestino não está funcionando normalmente. É um problema comum, afetando cerca de uma a cada cinco pessoas nos Estados Unidos, mais comum em mulheres, e mais freqüente em momentos de stress emocional. Geralmente tem início na fase de adolescência ou de adulto jovem, raramente aparecendo pela primeira vez após os 50 anos de idade.

O que parece ocorrer é uma associação entre um distúrbio da motilidade intestinal (as contrações musculares rítmicas dos intestinos que levam a comida digerida adiante) e uma percepção anormal de estímulos no intestino, que em pessoas sem o problema não acarretariam qualquer desconforto (por exemplo, pessoas com SII sentem desconforto decorrente da presença de volumes normais de gás dentro dos intestinos, coisa que indivíduos normais não sentem).

SINTOMAS

Quais os sintomas da SII?
Dor e desconforto abdominal associado com alterações nas fezes são os principais sintomas, os quais variam entre as pessoas. Pessoas apresentam constipação, outros diarréia ou ainda alternância entre diarréia e constipação. Alguns referem sensação de estufamento e distensão abdominal, decorrente da fermentação de gases no cólon.

Como a alimentação interfere nos sintomas da SII?
Para muitas pessoas com SII a atenção na escolha dos alimentos é fundamental. É importante anotar e avaliar diariamente quais são os alimentos que causam mais sintomas. Além das orientações sugeridas pelos médicos, uma orientação alimentar específica e personalizada ajuda muito no controle dos sintomas.

CAUSA

O que causa a SII?
O que leva uma pessoa a ter SII e outra não? Ainda ninguém sabe. Os sintomas não são causados por uma alteração orgânica específica (doença). Os estudos têm demonstrado que na verdade, o intestino destas pessoas parece ter uma sensibilidade aumentada (são mais sensíveis) a diferentes estímulos como determinados alimentos e a ansiedade (stress).

Abaixo estão listadas as principais teorias da SII: Os movimentos de propulsão do intestino (peristalse) parecem não funcionar adequadamente. Há contrações uniformes da musculatura (espasmos) ou mesmo a parada dos movimentos.

Como o coração e os pulmões, o cólon é parcialmente controlado pelo sistema nervoso autônomo (não controlado pela nossa vontade), que comprovadamente sofre interferência do nosso estado emocional, como ansiedade e stress. Com isto pode trabalhar mais rápido, mais lentamente ou contrair de forma desordenada (espasmo).

Os seguintes fatos parecem estar ligados com piora dos sintomas:
– Refeições volumosas;
– Grande quantidade de gases no intestino grosso;
– Medicamentos;
– Trigo, centeio, cevada, aveia, cereais, chocolate, leite e derivados, álcool;
– Bebidas que contém cafeína: café, chá e colas;
– Estress, ansiedade, labilidade emocional;
Pesquisas revelam que mulheres com a SII apresentam exarcebação dos sintomas no período menstrual, sugerindo relação com os hormônios femininos.

DIAGNÓSTICO

Como é feito o diagnóstico da SII?
O diagnóstico é feito tendo como base a história clínica e exame físico. Não há nenhum teste específico para confirmação da síndrome, na verdade, utilizam-se exames e testes laboratoriais para excluir outras doenças que possam ter sintomas semelhantes. Estes testes incluem exames de sangue e fezes, (endoscopia digestiva alta, colonoscopia (endoscopia digestiva baixa) e raio X especiais.

TRATAMENTO

O tratamento da SII irá depender da aceitação dele. Na verdade o primeiro e grande objetivo é a conscientização do quadro, como ele ocorre,o que faz melhorar e piorar os sintomas e a tranqüilidade de que não evoluirá para doença grave. A partir deste ponto, da aceitação do quadro, o tratamento em si fica muito mais fácil.

Medicamentos são importantes para o alívio dos sintomas. Suplementos de fibras, às vezes laxantes, remédios para diarréia, calmantes, antiespasmódicos (para combater os espasmos do intestino) servem par melhorar muitos dos sintomas abdominais. Muitas vezes antidepressivos apresentam grande efeito calmante e analgésico, com boa resposta ao tratamento.

Fonte : FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE GASTROENTEROLOGIA ( FBG ).

Dr. Juliano Rodrigues de Oliveira
Diretor responsável técnico
CRM: 39.349

Balão Gástrico

Balão Gástrico

Considerado uma alternativa de tratamento para a obesidade, o balão intragástrico é um balão de silicone colocado no estômago cheio de líquido (soro fisiológico), ou ar. O método de colocação e retirada é por endoscopia, não exigindo nenhum procedimento cirúrgico. O preenchimento do espaço gástrico feito pelo balão, reduz a capacidade de reservatório alimentar. Com isso, a quantidade de alimento que a pessoa precisa para se saciar vai ser menor. Ele atua como um “auxiliar” ao tratamento clínico.

INDICAÇÕES DO BALÃO INTRAGÁSTRICO
Embora muito utilizado no início para o tratamento da obesidade mórbida, o balão gástrico tem se mostrado mais útil para pacientes com obesidade Grau I ou para pacientes que se beneficiem com perda de até 15% (média de perda de peso com o método). As indicações para o balão incluem:

* Pessoas com sobrepeso (IMC acima de 27).

* Obesidade Grau I (IMC entre 30 ou 34) ou Grau II (IMC de 35 a 39) que já seguiram os tratamentos para perda de peso como dieta alimentar, atividade física e medicamentos e não obtiveram resultado.

* Pessoas com sobrepeso, obesidade grau I ou II, com plano de cirurgias estéticas ou de outro caráter, que necessitam de
perda de peso para maior sucesso cirúrgico.

* Pessoas com obesidade mórbida que necessitam de reduçãode peso pré-operatório.

* OBS: IMC – RELAÇÃO PESO /ALTURA: PESO EM (KG) DIVIDIDO PELA ALTURA(METROS), ELEVADO AO QUADRADO.

* O balão não é recomendado para pacientes que possuem cirurgias gástricas prévias, doenças gastro-esofágicas importantes ou que, por algum motivo de saúde, não possam ser submetidos a procedimentos endoscópicos.

MÉTODOS DE COLOCAÇÃO E REMOÇÃO
Tanto a colocação como a retirada são procedimentos ambulatoriais, sem necessidade de internação, sem cortes e realizados por profissionais especializados em endoscopia avançada.
O desenvolvimento de novas técnicas garante a segurança e conforto na colocação e retirada do balão. O paciente é sedado conforme rotina e o procedimento é totalmente reversível, sem sequelas para o paciente. A remoção do balão deve ser feita de 6 meses a 1 ano após sua colocação (dependendo do tipo do balão).

APÓS A COLOCAÇÃO
Este é o momento para mudanças de hábitos alimentares e de estilo de vida. É bom estar preparado para estas mudanças para garantir o resultado do balão. O monitoramento da dieta será fundamental durante esta fase, e deverá ser realizado por um médico ou nutricionista. Atividade física acelera a perda de peso e faz parte do tratamento, então programe-se para praticar exercícios com um profissional especializado já antes de colocar o balão. Alguns casos podem necessitar de apoio psicológico. No caso de colocação de balão como finalidade de perda de peso para cirurgia estética, o procedimento estético pode ser programado a partir de 3 meses de colocação do balão. Nesse caso, a retirada do balão se processa normalmente após 6 meses de sua colocação. Um segundo balão pode ser recolocado após 2 meses da retirada do anterior em casos selecionados.

CONCLUSÃO
O balão intragástrico é considerado uma alternativa de tratamento segura e minimamente invasiva para obesidade. Os resultados esperados vão depender do seguimento de um estilo de vida saudável baseado em atividade física e alimentação adequada, que devem ser mantidos após sua remoção.

dr-juliano-rodrigues-de-oliveiraDr. Juliano Rodrigues de Oliveira
Diretor responsável técnico
CRM: 39.349

Rua Paraíba, 349 – Conjunto 316 – 318
Centro – Poços de Caldas/MG
Telefone: (35) 3721-1954