Câncer

PROJETO VIVER EM AÇÃO!

PROJETO VIVER EM AÇÃO!

Projeto viver

Dentro da programação da Corrida da Mulher (organizado pela Aviya), a acão Juntos pela Vida realizada no dia 04 de março no Café Concerto , reuniu vários projetos : PROJETO VIVER DO CENTRO MÉDICO ONCOLÓGICO – CMO, AVOOC, BORDANDO NA PRAÇA, ALMOFADAS DO CORAÇÃO, BLOG LENÇOS AO VENTO E ESPAÇO VIDA CONSCIENTE, todos unidos em prol da Prevenção do Câncer e Qualidade de Vida. Contou ainda com o apoio da Revista Clínica, Luciano Boca e Gilberto do Café Concerto.
Uma Ação pela Vida marcada pela UNIÃO, CORAGEM, SUPERAÇÃO E MUITA INFORMAÇÃO, com um bate papo descontraído e orientado pelos profissionais Dr Nimio Rafael Garcete Balbuena (cirurgião oncológico do CMO), Dr Carlos Eduardo Ferreira (oncologista clínico do CMO), Dr Alex Dias (mastologista do CMO), Dr Bruna Balbino (nutricionista do CMO), Dr Daesy Pereira Lima (Psicólogo do Espaço Vida Consciente), Dr Daniel Furtado (Psicólogo do Espaço Vida Consciente) e Dr Vinícius Bernardes Jerônimo(Psicólogo do Espaço Vida Consciente ),Patrícia Gil (Blog Lenços ao Vento).

projeto viver fotos

Quando seu tratamento terminar… toque este Sino com orgulho. Para todos anunciar sua Vitória…”
Sino da Vitória… um momento ímpar durante a ação.
O Sino da Vitória , um trabalho desenvolvido dentro do CMO e também levado para ação , é um ato simbólico de marcar o fim do tratamento, seja quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, é um momento de reconhecimento e valorização do paciente pela equipe, multi, médica e familiares , pelo seu esforço da lutar contra a doença. É realmente seu momento de Vitória.

HPV e câncer de Colo do útero

HPV e câncer de Colo do útero

O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos (chamados oncogênicos) do Papilomavírus Humano – HPV. A infecção genital por este vírus é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes. Entretanto, em alguns casos, podem ocorrer alterações celulares que poderão evoluir para o câncer
É o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Atualmente 44% dos casos são de lesão precursora do câncer, chamada in situ. Esse tipo de lesão é localizada.
Estimativas de novos casos: 16.340 (2016 /2017 – INCA)
Número de mortes: 5.430 (2013 – SIM)

O que significa “HPV”?
É a sigla em inglês para papilomavírus humano. Os HPV são vírus capazes de infectar a pele ou as mucosas. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV, sendo que cerca de 40 tipos podem infectar o trato ano-genital.

Qual é a relação entre HPV e câncer?
A infecção pelo HPV é muito frequente, mas transitória, regredido espontaneamente na maioria das vezes. No pequeno número de casos nos quais a infecção persiste e, especialmente, é causada por um tipo viral oncogênico (com potencial para causar câncer), pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras, que se não forem identificadas e tratadas podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

Quais são os tipos de HPV que podem causar câncer?
Pelo menos 13 tipos de HPV são considerados oncogênicos, apresentando maior risco ou probabilidade de provocar infecções persistentes e estar associados a lesões precursoras. Dentre os HPV de alto risco oncogênico, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero. Já os HPV 6 e 11, encontrados em 90% dos condilomas genitais e papilomas laríngeos, são considerados não oncogênicos.

Qual é o risco de uma mulher infectada pelo HPV desenvolver câncer do colo do útero?
Aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos. Comparando-se esse dado com a incidência anual de aproximadamente 500 mil casos de câncer de colo do útero, conclui-se que o câncer é um desfecho raro, mesmo na presença da infecção pelo HPV. Ou seja, a infecção pelo HPV é um fator necessário, mas não suficiente, para o desenvolvimento do câncer do colo do útero.

Além da infecção pelo HPV, há outros fatores que aumentam o risco de uma mulher desenvolver câncer do colo do útero?
Fatores ligados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual parecem influenciar os mecanismos ainda incertos que determinam a regressão ou a persistência da infecção pelo HPV e também a progressão para lesões precursoras ou câncer. Desta forma, o tabagismo, o início precoce da vida sexual, o número elevado de parceiros sexuais e de gestações, o uso de pílula anticoncepcional e a imunossupressão (causada por infecção por HIV ou uso de imunossupressores) são considerados fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. A idade também interfere nesse processo.

Como os HPV são transmitidos?
A principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Também pode haver transmissão durante o parto.

Não está comprovada a possibilidade de contaminação por meio de objetos, do uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.

Estudos no mundo comprovam que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Essa percentagem pode ser ainda maior em homens. Estima-se que entre 25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada pelo HPV. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, regredindo entre seis meses a dois anos após a exposição, principalmente entre as mulheres mais jovens.

Existe vacina contra o HPV?
Sim. Existem duas vacinas profiláticas contra HPV aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que estão comercialmente disponíveis: a Quadrivalente, que confere proteção contra HPV 6, 11, 16 e 18; e a vacina bivalente, que confere proteção contra HPV 16 e 18.

O Ministério da Saúde, em 2014, iniciou a implementação no Sistema Único de Saúde da vacinação gratuita contra o HPV em meninas de 9 a 13 anos de idade, com a vacina quadrivalente. Em 2017, as meninas de 14 anos também foram incluídas. Além disso, o esquema vacinal do SUS foi ampliado para meninos de 12 a 13 anos.

Como as mulheres podem se prevenir do câncer do colo do útero?
Com a vacinação contra o HPV antes do início da vida sexual e fazendo o exame preventivo (de Papanicolaou ou citopatológico), que pode detectar as lesões precursoras. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas é possível prevenir a doença em 100% dos casos.

O exame deve ser feito preferencialmente pelas mulheres entre 25 e 64 anos, que têm ou já tiveram atividade sexual. Os dois primeiros exames devem ser feitos com intervalo de um ano e, se os resultados forem normais, o exame passará a ser realizado a cada três anos.

Estima-se que somente cerca de 5% das pessoas infectadas pelo HPV desenvolverá alguma forma de manifestação.

Vale a pena vacinar mulheres já tratadas para lesões no colo do útero, vagina ou vulva?
Existe evidência científica de pequeno benefício em vacinar mulheres previamente tratadas, que poderiam apresentar menos recidivas. Nesses casos a decisão sobre a vacinação deve ser individualizada.
Se após a leitura desse texto ainda existirem dúvidas, por favor, entre em contato com um profissional de saúde para mais esclarecimentos.

dr-nimio-rafaelDr. Nimio Rafael Garcete Balbuena
Diretor responsável técnico
CRM MG 44142

Dermatoscopia Digital e Mapeamento Corporal

Dermatoscopia Digital e Mapeamento Corporal

A dermatoscopia é um método que permite avaliar lesões pigmentadas da pele, definindo sua natureza, distinguindo-as como lesões benignas, suspeitas ou altamente suspeitas de melanoma, e indicando ou não a necessidade de retirada cirúrgica.

Dermatoscopia Digital e Mapeamento Corporal Tecnologia Avançada contra o Câncer de Pele Biomap (Biometria e Mapeamento Corporal), oferece um sistema capaz de capturar e mapear imagens do corpo humano, em ambiente e condições padronizadas, a fim de acompanhar o aparecimento e o crescimento de manchas na pele ao longo do tempo.

VANTAGENS DA DERMATOSCOPIA
Aumenta a credibilidade para a retirada cirúrgica das lesões.
Auxilia o diagnóstico precoce do melanoma cutâneo.
Indica-se a lesão precisa ser retirada com extensa margem de segurança ou não.
Permite que lesões benignas sejam acompanhadas, evitando-se biópsias desnecessárias e muitas vezes traumáticas.
Documentação digital das lesões.

QUAL A IMPORTÂNCIA DE EXAMINAR AS PINTAS (NEVOS MELANOCÍTICOS)?
O principal benefício da dermatoscopia é o diagnóstico de melanomas iniciais, um tipo grave de câncer, que poderiam não ser visualizados no exame clínico, devido à sua forma regular e cor homogênea. A incidência de melanoma tem aumentado drasticamente nas últimas décadas e a cura do melanoma depende do diagnóstico precoce.

Dermatoscopia Digital e Mapeamento Corporal

dr-nimio-rafael

Dr. Nimio Rafael Garcete Balbuena
CRM MG 44142

Médico Cirurgião Oncológico
Especialista em Oncologia Cirúrgica:
Sociedade Brasileira de Cancerologia
Membro do GBM
Grupo Brasileiro de Melanoma

 

CMO – Centro Médico Oncológico

CMO – Centro Médico Oncológico

cmo-salasTrabalhar pela vida é acreditar nela!

O Centro Médico Oncológico é uma clínica especializada na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer, além de atuar diretamente nas diversas especialidades tendo como foco principal a prevenção.

O CMO vem suprir uma carência muito grande existente na região uma vez que os números de casos de câncer aumentam a cada dia. Em todo o país estima-se que 576 mil novos casos são diagnosticados por ano.

Depois do câncer de pele não melanoma, o de próstata no homem e o de mama na mulher, são os mais comuns. No homem a incidência de câncer de próstata é estimada em 70,42 casos novos a cada 100 mil homens e o de mama na mulher é de 56 casos a cada 100 mil mulheres. Fatores como envelhecimento, tabagismo, má alimentação, e a obesidade, podem aumentar ainda mais o risco de desenvolver a neoplasia.

Receber a notícia de estar com a doença é encarado com pesar e medo, mas quando diagnosticado precocemente e feitas às intervenções necessárias a recuperação pode chegar a 95% para alguns casos de câncer. “Temos muitos casos de recuperação completa, livre de qualquer tumor. Isso ocorre quando fazemos as intervenções terapêuticas adequadas incluindo a Cirurgia e outros tratamentos associados como Quimioterapia e Radioterapia, hormonioterapia, dependendo do caso. Acompanhamos os pacientes dentro dos próximos cinco anos da remoção do tumor e se dentro desse período nenhuma anomalia for constatada, consideramos a reabilitação completa do paciente. Casos de cânceres de tireóide, por exemplo, tem um resultado de cura de até 95%”, afirma Dr. Nímio Balbuena, oncologista.

Para haver essa reabilitação é preciso o diagnóstico precoce e tratamento imediato. Em cada organismo o Tumor maligno pode se desenvolver de maneira diferente, rápido em uns e lento em outros, por exemplo, estima-se que para um câncer de mama atingir 1cm de diâmetro pode levar de dois a 17 anos, conforme o caso. “Quando se trata de câncer, sabemos que, quanto mais precoce são diagnosticados, maiores são as chances de reabilitação. Para isso é preciso ir ao médico e realizar exames de rotina ao menos uma vez ao ano, mesmo sem ter aparentemente problemas de saúde. Existem doenças que são silenciosas e o câncer em fase inicial nem sempre se manifesta na forma de dores ou nódulos palpáveis. Pessoas que possuem casos da doença na família devem ficar atentas”, explica o oncologista.

Uma vez diagnosticado, as intervenções devem iniciar imediatamente independente do estágio em que a doença se encontra. Se inicial, as chances de cura são grandes e em casos avançados com metástases, o tratamento pode trazer uma melhora na qualidade de vida, amenizando os seus sintomas. O tratamento no SUS, Sistema Único de Saúde, embora eficaz, é lento e pode agravar o quadro do paciente.

“Foi para dar agilidade, conforto e mais chances de reabilitação para a pessoa diagnosticada com câncer, que fundamos o Centro Médico Oncológico, o CMO. Em um só lugar, nossos pacientes contam com sala para realização de quimioterapia, acompanhamento por oncologistas e uma equipe multidisciplinar especializada em Fonoaudiologia, nutrição, enfermagem, psicologia e fisioterapia, sendo todas essas áreas voltadas para a oncologia”, conta Dr. Nímio Balbuena.

O CMO, o Centro Oncológico conta ainda com um corpo clinico especializado: ONCOLOGIA CLÍNICA, ONCOLOGIA CIRÚRGICA, CIRURGIA GERAL, CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO, CLÍNICA MÉDICA, GINECOLOGIA/ OBSTETRÍCIA, HEMATOLOGIA PEDIÁTRICA, MASTOLOGIA, NEUROCIRURGIA, PEDIATRIA E UROLOGIA.

O médico Dr. Nímio Rafael Garcete Balbuena além de ser cirurgião oncológico responsável pelo novo Centro Médico Oncológico de Poços de Caldas é credenciado a realizar procedimentos cirúrgicos em hospitais referências do país.

ETRUTURA

O CMO possui uma estrutura física moderna e criteriosamente planejada para oferecer segurança, conforto e tranquilidade.

cmo-estruturaUma estrutura completa para que os atendimentos sejam realizados com excelência de qualidade:
– Recepção treinada;
– Atendimento médico especializado em oncologia;
– Equipe multiprofissional;
– Farmácia especializada em oncologia;
– Enfermagem especializada em oncologia;
– Tratamentos com o que há de mais moderno no mercado.

Desde a recepção até a enfermagem, tudo no CMO é informatizado. A equipe faz constantes trabalhos de aperfeiçoamento para oferecer os melhores tratamentos aos nossos pacientes, utilizando as mais avançadas tecnologias.

 

SERVIÇOS PRESTADOS

– Dermatoscopia e Mapeamento Corporal: Realiza diagnósticos precoces de nevos melanocíticos atípicos, melanoma e outras lesões.
– QUIMIOTERAPIA
-HORMONIOTERAPIA
-IMUNOTERAPIA
-CENTRAL DE INFUSÃO
-COLPOSCOPIA
-BRONCOSCOPIA
-ESTOMATERAPIA
-LASERTERAPIA
-TRATAMENTO DA DOR

 

Dr. Nimio Rafael Garcete Balbuena
Diretor responsável técnico
CRM MG 44142

Obesidade e Sobrepeso São Fatores de Risco Para Alguns Tipos de Câncer

Obesidade e Sobrepeso São Fatores de Risco Para Alguns Tipos de Câncer

Estudos apontam, entre outras soluções, a cirurgia bariátrica como opção, tanto no combate à obesidade quanto às doenças associadas como hipertensão, dislipidemia, apneia do sono, problemas ortopédicos severos, diabetes tipo 2 e até mesmo o câncer

A recente divulgação da estimativa de 596.070 mil novos casos de câncer em 2016 feita pelo INCA – Instituto Nacional do Câncer apontou a obesidade como principal fator de risco para alguns deles como mama, próstata, cólon e reto, ovário, esôfago e endométrio. Estudos comprovam essa relação. Um dos mais atuais, publicado na Revista inglesa “The Lancet”, foi realizado no Reino Unido com 5 milhões de pessoas saudáveis avaliadas durante sete anos e mostrou que sobrepeso e obesidade são responsáveis pelo aumento dos riscos de 10 tipos de cânceres entre os 22 mais comuns, devido à relação direta entre a doença e o IMC – Índice de Massa Corporal [peso / (altura x altura)].

Essa relação já é conhecida pelos pesquisadores e diversos estudos apontam, entre outras soluções, a eficácia da cirurgia bariátrica, tanto no combate à obesidade quanto às doenças associadas como hipertensão, dislipidemia, apneia do sono, problemas ortopédicos severos, diabete tipo 2 e até mesmo o câncer.

De acordo com o Dr. Josemberg Campos, Presidente da SBCBM – Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, um dos temas mais estudados atualmente é a diminuição de casos de câncer (cólon, próstata, mama e útero) em pacientes que realizaram cirurgia bariátrica.

Em Poços os médicos Dr. Daniel Quites e Dr. Paulo Hansen vem observando inúmeras melhoras na vida dos pacientes depois realizarem a cirurgia bariátrica. “Além de promover a perda de peso, a cirurgia bariátrica combate as doenças associadas e promove qualidade de vida aos pacientes, também na esfera social e psicológica. As perspectivas são animadoras para reduzir a incidência de uma grave doença que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. Para se ter um exemplo um estudo da Universidade da Califórnia e o Moores Cancer Center revelou que o risco de uma mulher ter câncer de útero diminui de 71% a 81%, com a cirurgia bariátrica”, relatam os cirurgiões de Poços.

FONTE: SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA BARIATRICA E METABÓLICA

paulo

Dr. Paulo Sérgio Hansen Martins
CRM-MG 56435
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Bariátrica e Metabólica
Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
Cirurgia do Aparelho Digestório e Bariátrica
Vídeolaparoscopicas

 

daniel

Dr. Daniel Marcus Gonzaga Quites
CRM-MG 42854
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Bariátrica e Metabólica
Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
Cirurgia do Aparelho Digestório e Bariátrica
Vídeolaparoscopicas

Câncer de Pulmão! Os benefícios de parar de fumar e o diagnóstico precoce.

Câncer de Pulmão! Os benefícios de parar de fumar e o diagnóstico precoce.

Muitas pessoas sabem que o tabagismo está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão e os fumantes têm cerca de 20 vezes mais risco de desenvolver a doença. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima o surgimento de 28.220 novos casos de câncer de pulmão em 2016 e apresenta um aumento de 2% por ano na sua incidência mundial. O câncer de pulmão é altamente letal, e considerado uma das principais causas de morte evitáveis.

Mortalidade no Brasil é de 24.490, sendo 14.811 homens e 9.675 mulheres.

Para marcar o Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto, o CMO- Centro Médico Oncológico, através do Projeto Viver (Programa de Prevenção e Qualidade de Vida) incentiva e orienta a todos os fumantes: os benefícios imediatos para quem deixa de fumar e o novo aliado do diagnóstico precoce – a Tomografia Computadorizada de Baixa Dosagem (TCBD).

Nosso objetivo: “Além de informar que não fumar é o primeiro cuidado para prevenir a doença, é estimular que o tabagista deixe de fumar o quanto antes, já que as vantagens à saúde têm início 20 minutos após ele tomar esta importante decisão”, explica o cirurgião Oncológico, Dr. Nimio Rafael Garcete Balbuena.

O especialista explica que quando a pessoa para de fumar, o corpo reage de forma quase que instantânea. Em 20 minutos a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis normais. Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue chegam aos valores normais e o nível de oxigênio aumenta. Em 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. Em 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar de novo e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

“A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão, e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas. Em 5 anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Podemos dizer que em 15 anos, os riscos são praticamente iguais aos de uma pessoa que não fuma. Vale à pena parar de fumar”.

O diagnóstico Precoce
O exame mais comum utilizado é o Raio X de tórax, e que na atualidade está sendo aliado com a Tomografia Computadorizada de Baixa Dosagem (TCBD), que permite o diagnóstico precoce e exerce papel fundamental para a cura da doença. Este exame pode ser comparado ao papel que a mamografia desempenha para a prevenção do câncer de mama.

A TCBD, por sua menor dose de radiação, pode ser repetida frequentemente, de acordo com um protocolo bem estabelecido, para o acompanhamento dos pacientes tabagistas de altos riscos que tem chances de ter câncer de pulmão. Além disso, pode-se detectar outras doenças proveniente do tabagismo.

São indicados a fazer o rastreamento de câncer de pulmão por meio da TCBD, fumantes com maior ou igual a 30 maços ano (número de maços por dia X anos que fumou) e ex-fumantes que cessaram o tabagismo há menos de 15 anos, e com idade entre 55 e 74 anos.

“Para este perfil de pacientes já há evidências na literatura médica de que a Tomografia Computadorizada de Baixa Dosagem (TCBD), como método de rastreamento, possibilita uma redução significativa da mortalidade, de até 20%, por câncer de pulmão, o que é um avanço extremamente importante e animador”.

O diagnóstico precisa ser confirmado com biópsia, que pode ser feita por broncoscopia (exame em que um tubo fino com uma câmera penetra pelas vias aéreas), punções transtorácicas com agulha ou por cirurgia. Quando o resultado do exame anatomopatológico comprova o diagnóstico de câncer de pulmão, são realizados outros exames para saber qual o estágio da doença. O estadiamento pode incluir exames de sangue, tomografia computadorizada do abdômen, cintilografia óssea e ressonância magnética do cérebro. O Pet-CT também pode ser muito útil no estadiamento do câncer de pulmão.

Existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes.

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Tratamento do Câncer de Pulmão
O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia) e radioterapia.

Sempre que possível, a cirurgia é realizada na tentativa de se retirar uma parte do pulmão acometido. Atualmente, os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, por vídeo (CTVA) são cada vez mais realizados com menor tempo de internação e retorno mais rápido do paciente às suas atividades.

A quimioterapia e a radioterapia são indicadas após a cirurgia para destruir células tumorais microscópicas residuais ou que estejam circulando pelo sangue. A combinação de tratamento sistêmico e radioterapia também pode ser administrada no início do tratamento para reduzir o tumor antes da cirurgia, ou mesmo como tratamento definitivo quando a cirurgia está contraindicada.

Mas o grande avanço dos últimos anos é a imunoterapia.

“Atuando através do bloqueio dos fatores que inibem o sistema imunológico, as medicações imunoterápicas provocam um aumento da resposta imune, estimulando a atuação dos linfócitos e procurando fazer com que eles passem a reconhecer o tumor como um corpo estranho, com isso a destruição da neoplasia”.

Sinais de alerta
A maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como tosse, falta de ar, escarro com sangue e dor no peito.

Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos.

A recomendação é que caso a pessoa apresente um dos sintomas, procure imediatamente um médico.

Nimio Rafael Garcete Balbuena.
Cirurgião Oncológico – CMO
CRM 44 142

Impacto do Câncer Colo-Retal na atualidade

Impacto do Câncer Colo-Retal na atualidade

Ocupa o 3º lugar de incidência no homem depois do câncer de próstata e pulmão. E na Mulher o 2º lugar depois do câncer de mama, excluindo câncer de pele não Melanoma. (INCA 2016/2017). É altamente fatal se descoberto numa fase tardia, sendo mais 50% de mortalidade. E 10% de mortalidade se diagnosticado em fases iniciais.

 

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O que é câncer Colo-Retal?
As células são pequenos componentes de todos os órgãos e partes do nosso corpo. Quando nelas há um crescimento anormal e descontrolado, chamamos de tumor, ou Câncer. São tumores que acometem o intestino grosso que é subdividido em cólon e reto.

Quais são os fatores de risco?
Uma dieta rica em carnes vermelhas, processadas (salsichas, mortadelas, etc) e gorduras, não praticar exercícios físicos, a obesidade, o tabagismo, o alcoolismo, a idade acima de 50 anos, o fato de já ter tido pólipos ou câncer colorretal ou doença inflamatória intestinal, a ocorrência de câncer colorretal em familiares de primeiro e segundo graus e as síndromes hereditárias, sendo as mais comuns a polipose adenomatosa familiar e o câncer colorretal hereditário sem polipose, são todos fatores que podem influenciar na ocorrência de tumores colorretais.

Quais são os sinais e sintomas?
O sangramento ao evacuar é o sinal mais comum, anemia sem causa aparente, principalmente em pessoas com mais de 50 anos, alterações no hábito intestinal (diarreia ou intestino preso), desconforto abdominal com gases ou cólicas, permanência da vontade de evacuar mesmo após a evacuação, chamam a atenção de que a causa possa ser um tumor. Emagrecimento intenso e fraqueza, fezes pastosas e escuras, e sensação de dor na região anal também podem estar relacionados com tumores. Salientamos que outras doenças, que não o câncer, também pode apresentar alguns desses sintomas.

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Como prevenir este tipo de câncer?
Prevenir quer dizer evitar os fatores que estão relacionados com o desenvolvimento de câncer colorretal. Adotar uma dieta rica em frutas, verduras e vegetais, evitar carnes vermelhas e embutidos, praticar exercícios físicos, combater a obesidade, não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas em excesso, são atitudes importante na prevenção. O exame mais importante e eficiente continua sendo a colonoscopia, que consegue visibilizar todo o cólon e reto. Recomenda-se iniciar o rastreamento a partir dos 50 anos. Quando há casos na família a colonoscopia deve ser iniciada mais precocemente.

cmoComo é o tratamento?
O tratamento nos tumores iniciais geralmente é menos agressivo, através da retirada de pólipos e lesões pela colonoscopia ou por cirurgias com ressecções locais dos tumores.

Nos tumores maiores do cólon há necessidade de cirurgia (convencional, laparoscópica ou robótica). Nos tumores do reto pode haver necessidade de radioterapia e quimioterapia antes da cirurgia.

Resumindo, o tratamento envolve radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgia dependendo do local, do tamanho e extensão da doença no cólon ou em outros órgãos no caso de existirem metástases (aparecimento do tumor em outro órgão como fígado ou pulmão, por exemplo). Quanto mais precoce o tratamento menor a agressividade e o tempo de tratamento, proporcionando melhor qualidade de vida ao paciente.

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Dr. Nimio Rafael Garcete Balbuena
CRM MG 44142

 

Médico Cirurgião Oncológico
Especialista em Oncologia Cirúrgica:
Sociedade Brasileira de Cancerologia
Membro do GBM
Grupo Brasileiro de Melanoma