O que é Pé Diabético

O que é Pé Diabético

O pé diabético, como o próprio nome sugere, ocorre em pessoas que sofrem da doença diabete. “Ele ocorre geralmente com a falta de cuidado com o tratamento da diabetes, que exige um tratamento delicado, dedicado e cheio de abdicações alimentares. Sem os cuidados com o tratamento, a diabete vai minando e diminuindo as resistências vasculares dos membros inferiores contra a entrada de bactérias. Desta forma, uma pequena lesão ou ferida, é suficiente para desencadear um mal perfurante plantar ou uma outra doença própria do pé diabético”.

“Pessoas que possuem diabetes devem ficar atentas ao sistema circulatório. O Ideal é consultar um cirurgião vascular a cada seis meses para verificar a sensibilidade dos pés e a circulação dos vasos”, alerta Richardson Fontella, Cirurgião Vascular.

Diabete
Diabete

Quem possui diabetes e realiza o tratamento deve ficar atento a sintomas simples e procurar um especialista. “O primeiro sintoma é a perda de sensibilidade tátil, lentamente a pessoa vai perdendo o tato dos pés. Com a evolução da doença o paciente perde ainda a sensibilidade dolorosa”, esclarece Richardson.

Sem o tato ou a capacidade de sentir dores nos pés, a pessoa que possui diabetes corre o risco de se ferir e não perceber o machucado. Como o pé diabético provoca também a falta de resistência contra bactérias, a pequena ferida evolui rapidamente sem que o paciente note. “Essa é uma situação bem comum. Quando à pessoa se coloca a par da doença a ferida já esta grave e essa lesão já atingiu até a parte óssea”, conta o cirurgião vascular.

Quando a ferida é notada rapidamente e há circulação nas extremidades, a recuperação é feita com medidas simples. Curativos, higiene no local afetado e repouso. De qualquer forma, é preciso consultar um Cirurgião vascular para avaliar a vascularização da área.

Porém a pessoa que possuí diabetes deve ter em mente que a cicatrização, de quem tem a doença, é próxima do normal quando há circulação, no entanto mais lenta. Devido a essas circunstâncias é preciso cuidado com qualquer tipo de ferida. “O paciente que sofre do pé diabético, que ainda possui circulação na área afetada, tende a se recuperar desse machucado como uma pessoa normal. O risco está na falta de sensibilidade dolorosa, sem sentir dor a pessoa esquece que deve fazer repouso e essa recuperação não acontece”, explica Fontella.

Dr. Richardson Fontella - Especialista em cirurgia vascular pela SBACV
Dr. Richardson Fontella – Especialista em cirurgia vascular pela SBACV

“Em casos extremos da doença, seguida de trombose arterial, quando a circulação não chega às extremidades, os riscos aumentam gerando internação e até uma efetiva amputação”, alerta Richardson.

Porém, se todos que sofrem do pé diabético adotarem medidas preventivas, a pessoa pode chegar a ter uma vida bem próxima do normal. “Uma vez diagnosticado o pé diabético, o paciente deve recorrer a um especialista anualmente para realizar testes de sensibilidade tátil. Se existir a falta de sensibilidade, existem algumas medidas medicamentosas que ajudam muito. Como complexo B e até neuromoderadores. Nesse momento é preciso também cuidado com os pés, como higiene e ficar atento a micoses. O paciente deve passar ainda a utilizar calçados confortáveis e que protejam os pés. Assim é possível ter uma vida bem próxima do normal”, orienta Richardson Fontella, cirurgião vascular.