Microcirurgia:

Microcirurgia:

Reimplante e a Recuperação de Membros

Todos os dias nós corremos o risco de perder alguma parte do corpo de maneira acidental. Eles ocorrem o tempo todo no trânsito, no trabalho e até mesmo em casa. Essa situação muitas vezes não depende apenas da nossa atenção e cuidado, outras pessoas podem causar esse tipo de situação. Perder parte do corpo é um trauma grave para o organismo e para o psicológico do paciente. Porém com o avanço da tecnologia e o aprofundamento das técnicas cirúrgicas, cada vez mais, pessoas que sofreram acidentes desse tipo, tem conseguido recuperar dedos, mãos e até braços que foram arrancados do corpo. Por meio da microcirurgia o doutor André Araújo Ribeiro, acompanhado do Dr. Bruno Groppi e da equipe cirúrgica da COT, tem recuperado membros de vários pacientes da região. O método é complexo e Poços é uma das poucas cidades do interior a contar com um profissional habilitado para tal procedimento.

A microcirurgia é uma especialização que permite a reconstrução de pequenas estruturas com o auxílio de um microscópio. Com esse método é possível recuperar as ligações de mi-cro-vasos, micro-nervos e assim reestabelecer estruturas complexas com todas as suas funcionalidades. Ela é bastante utilizada em grandes centros em diversas áreas da medicina para a recuperação de traumas. É uma especialidade difícil de se encontrar por se tratar de um longo preparo dentro da universidade e após, acompanhando o trabalho de um microcirurgião formado.

“Com esse procedimento, nós temos recuperado na nossa região a funcionalidade de membros de pacientes que cortaram os dedos ou outras partes que foram arrancadas em acidentes. Vale lembrar que, para que o reimplante aconteça e seja bem-sucedido, o dedo ou o membro deve estar limpo e em boas condições”, conta Dr. André Araújo Ribeiro.

Geralmente quando há o acidente as pessoas ficam muito preocupadas com o acidentado e se esquecem daquela parte do corpo que foi arrancada. Uma causa muito comum de lesão desse tipo é o corte de dedos por uma serra circular. Nesse caso orienta-se estancar o sangramento da pessoa, geralmente enrolando algum pano limpo na parte ferida para que haja a possibilidade de recuperação. Já no membro que está fora do corpo, recomenda-se a limpeza dele em água corrente, caso tenha soro fisiológico coloque ele em um saquinho com o líquido, feche esse saquinho e coloque em um isopor com gelo. Caso não haja o soro faça o mesmo, só que com água. Procure atendimento médico o mais rápido possível.

Quanto mais distante do tronco for a parte amputada, maior será o tempo para reimplanta-la. Geralmente, no caso de dedos, o cirurgião tem até 12 horas para conseguir recuperá-lo. Já braços e antebraços, o tempo fica restrito para no máximo 4 horas para iniciar o procedi-mento.

Vale lembrar que nem sempre é possível fazer o reimplante. “Para que haja essa possibilidade precisamos que o membro removido esteja em boas condições e não esteja contaminado. Quando há o corte seco, tipo guilhotina ou como os que acontecem em serras, temos plenas condições de fazer o procedimento. Já em casos de esmagamentos, que há o dano em várias partes dele ou há contaminação por terra ou outros fatores, nós descartamos a hipótese de reimplante pois pode haver contaminação para o organismo”.

De modo geral, há uma maior preocupação e é feito o máximo possível para que haja o reimplante, quando trata-se de membros superiores, devido a vários fatores. Dentre eles o fato que as próteses artificiais não são tão boas quanto as dos membros inferiores. Uma prótese de mão não recupera a funcionalidade dela, então procura-se recuperar o membro original quando possível. Já pés e pernas, mesmo que não seja possível o reimplante, as próteses nessa área são muito boas. As pessoas andam e até praticam esportes quando sofrem esses traumas. Tanto que existem vários exemplos de pessoas bem-sucedidas em Paraolimpíadas.

Outra possibilidade que existe na microcirurgia é a recuperação do polegar (dedão), mesmo que ele tenha sido esmagado ou perdido. “O dedão é muito importante para a funcionalidade da mão, ele representa 50% das funções que nossa mão oferece. Nesses casos quando a pessoa perde esse membro e não tem a possibilidade de reimplante do dedo que estava ali, nós podemos retirar um dedo do pé dessa mesma pessoa e colocá-lo na mão. Assim o paciente reestabelece as funções da mão e tem uma vida normal. Esteticamente fica razoável, mas caso queira, é possível fazer procedimentos plásticos para melhorar essa situação. O importante é que a função da mão volte a existir”, explica o especialista em cirurgia da mão e microcirurgia, André Araújo Ribeiro.

dr-andré-ribeiroDr. André Araújo Ribeiro
CRM – MG 65841

Médico ortopedista e traumatologista especialista em cirurgia da mão e microcirurgia, iniciou sua formação médica aos 18 anos na Faculdade pública de Medicina de Marília (FAMEMA), após realizou 3 anos de residência médica em ortopedia e traumatologia no Hospital das Clínicas da mesma faculdade. Em 2013 iniciou sua residência em cirurgia da mão e microcirurgia no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP São Paulo. Realizou curso de aperfeiçoamento em fraturas do membro superior em Portland, Ore-gon USA. Possui inúmeras publicações bibliográficas na área de ortopedia e traumatologia; ci-rurgia da mão e microcirurgia. É membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Trauma-tologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão. Atuou em São Paulo no Hospital Santo Catarina, Sírio Libanês e Albert Einstein.

Dr. Bruno GroppiDr. Bruno Groppi
CRM – MG 53037

Médico ortopedista e traumatologista – . Especializado em cirurgia do Ombro e do Cotovelo.
Graduado em Medicina pela UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS – UFMG
Teve sua formação acadêmica e de pós-graduação na cidade de Belo Horizonte -MG.
Cursou a Residência de Ortopedia no Hospital Santa Casa de Belo Horizonte.
Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT
Título de Especialista em Ortopedia e Traumatologia – TEOT 13.728
Cursou a pós-graduação em Cirurgia do Ombro e Cotovelo no Hospital Madre Teresa em BH – Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo – SBCOC.
Atuou em BH no Hospital João XXIII (Traumatologia), BIOCOR, IPSEMG e MADRE TERESA.