Escleroterapia por espuma densa de polidocanol

Escleroterapia por espuma densa de polidocanol

Também conhecida por técnica de Tessari, consiste no tratamento de varizes em que se usa um agente esclerosante, denominado polidocanol. A Escleroterapia se iniciou concomitante com o desenvolvimento das seringas hipodérmicas. Em 1853 Pravas e Wood apresentaram uma ferramenta capaz de injetar substâncias intramusculares e endovenosas. Muitos produtos foram injetados em veias no intuito de seca-las. Por isso o nome do tratamento é chamado Escleroterapia, derivado do grego, skleros (endurecer).

Fármacos como álcool absoluto (1840), derivados do iodo (1853), formol (1900), mercúrio (1920), foram testados. Alguns obtiveram sucesso relativo e outros com total reprovação. Manchas e úlceras eram provocadas assim como efeitos colaterais graves. Isso fez o método cair em descrédito até a década de 70, quando se desenvolveu o uso da metil ethanolamina (etamolin). Com indicação para vasos até 2 milímetros e nas mãos de hábeis escleroterapeutas, consistia em um método muito bom e de mínimos efeitos indesejados.

Pouco tempo depois a glicose, um diluente para o ethamolin, começou a ser usada em concentrações maiores com bons resultados. Outros produtos surgiram, como polidocanol e glicerina crômica. Esse tratamento persistiu por mais de uma década apenas como finalidade estética, uma vez que a cirurgia das veias maiores, de 5 milímetros, é o padrão ouro para tratamentos tanto curativos quanto estéticos.

Porém, alguns pacientes não respondiam mais satisfatoriamente a tratamentos cirúrgicos. Aqueles que já tinham sido por várias vezes operados, outros que sofreram muitas crises de tromboflebites ou outras inflamações como celulites e erisipelas, apresentavam um endurecimento na pele (dermatofibrose). Assim, as cirurgias não tinham um efeito terapêutico eficaz. Nesses casos a Escleroterapia por espuma se mostrou muito mais efetiva, com capacidade de resolução para agir onde não conseguia-se com os bisturis.

Atualmente, a Escleroterapia por espuma vem se firmando como um processo terapêutico muito eficaz para o tratamento de varizes de difícil resolução, úlceras de estase desencadeadas por varizes superficiais e para hemorragias por velas de pernas. Ele consiste em um tratamento mais econômico, porque dispensa internação e repouso. O paciente deverá deambular (caminhar), logo após o termino da sessão e permanecer com contensão elástica por uma semana.

Ainda existe alguns detalhes que impedem o uso em todos os casos, pois podem ocorrer manchas no trajeto da veia que foi tratada. Casos como de pessoas que costumam usar roupas curtas ou querem um tratamento mais estético, a indicação ainda é escleroterapia convencional, para vasos até 3 milímetros e cirurgia de microvarizes para as demais.

Dr. Richardson FontellaDr. Richardson Fontella
Especialista em cirurgia vascular pela SBACV

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  • claudia santos

    pode fazer aplicação de vasos sem espuma,só com o rémedio sem espuma da o mesmo resultado ou com a espuma e melhor