Enxaqueca Uma dor que tem tratamento

Enxaqueca Uma dor que tem tratamento

Existem mais de 150 tipos de dores de cabeça e a enxaqueca é tipo mais frequente, começando desde a infância até o adulto jovem. Essa dor geralmente tem seu pico de dor e frequência dos 20 aos 50 anos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, esse tipo de problema acomete 12% da população e tem uma predominância no sexo feminino, sendo uma prevalência de 3 mulheres para cada homem. Quem explica é o neurologista Pedro Fernando Scanapieco Filho.

A enxaqueca, segundo a literatura, é uma reação neurovascular anormal que afeta pessoas geneticamente vulneráveis, associada a componentes ambientais como luz, alimentação, esforço, tipos de trabalho entre outros. Ela é uma dor bem específica, tanto que quem tem, sabe diferenciar muito bem ela de outro tipo de dor. Geralmente ela atinge o lóbulo frontal do cérebro e costuma pulsar, irradiando dor para outras áreas, que pode durar de 4 até 72 horas. Outras características da enxaqueca são os sintomas que ela causa, como náuseas e vômitos. Os intervalos entre uma crise e outra são bem lineares, diferente da dor de cabeça crônica, que é uma dor continua. A enxaqueca pode provocar outros tipos de irritabilidade como fotofobia e fonofobia.

O tratamento para a enxaqueca pode ser feito de diversas maneiras, dependendo do quadro que o paciente apresenta e a resposta que organismo dele tem com a medicação. A enxaqueca pode ser tratada com medicamentos não específicos como dipirona, paracetamol ibuprofeno e anti-inflamatórios. Lembrando que é importante procurar um neurologista para avaliar o quadro do paciente antes do uso da medicação.

Embora não tenha cura, o tratamento pode oferecer uma estabilidade maior na qualidade de vida de quem sofre de enxaqueca. Após uma consulta neurológica, é possível encontrar remédios anulativos mais específicos para esse quadro de dor e evitar a enxaqueca logo no primeiro sinal de que ela está por vir. Existe ainda a possibilidade de um tratamento preventivo para quadros mais intensos. Vale lembrar que esse tratamento vai depender do quadro do paciente.

A boa notícia é que, se o quadro for mesmo enxaqueca, esse problema não passa desse tipo de dor e não é indicativo de problema mais grave. Se quadro de dor for mais arrastado do que o característico da enxaqueca, será necessário exames mais profundos pra descartar outros agravantes. Essa patologia gera um impacto econômico grande, pois é um dos fatores que mais geram faltas no trabalho, juntamente com a lombalgia e gastos médicos.

“Esse problema também está associado a predisposição genética aliada a fatores ambientais, uso anticoncepcionais, alimentação e TMP nas mulheres. Existem dois tipos de enxaqueca, as que não tem sintomas prévios e as que dão distúrbios prévios. Como o visual, quando a pessoa tem escotomas, que é quando o paciente vê alguns raios 5 a 10 minutos antes do quadro de dor. É muito comum também, quem sofre desse problema se queixar da dilatação de uma veia na testa. Isso é normal e não há risco de nenhum problema mais grave se o quadro for de enxaqueca” explica o neurologista.

Dr. Pedro Fernando Scanapieco FilhoDr. Pedro Fernando
Scanapieco Filho
CRM-MG 41.013

Especialista em tratamento cirúrgico de
doenças neurológicas na coluna
vertebral, nervos periféricos, lesões
cerebrais.

Neurocirurgia
Neurorradiologia Intervencionista