Medicina

Bruxismo e o uso da toxina botulínica

Bruxismo e o uso da toxina botulínica

Toxina Botulínica tornou-se um recurso terapêutico indispensável tanto na Odontologia quanto na Medicina. Utilizada há mais de 20 anos na área da saúde, a Toxina Botulínica também proporciona diferentes resultados terapêuticos nas diversas especialidades da Odontologia. Na DTM, Ortodontia, Prótese Dental, Implantodontia, Dentística, Pacientes Especiais, Periodontia e principalmente Estética Dental, a Toxina Botulínica proporciona controle do bruxismo primário e secundário ou da contração muscular indesejada. Desta forma, corrige sorriso gengival, dores de cabeça tensionais, protege os dentes contra fraturas e muito mais.

O QUE É BRUXISMO?
É o habito de ranger ou apertar os dentes durante o sono ou em vigília.

CAUSAS
Ocorre em pessoas de todas as idades e geralmente está relacionada ao alto nível de estresse emocional. Nas últimas décadas, o aumento do uso de alguns antidepressivos tem contribuído para o aumento da incidência do bruxismo conhecido como secundário e agravamento dos seus sinais e sintomas.

CONSEQUÊNCIAS
O bruxismo pode causar desgaste nos dentes, agir como um dos fatores frequentes de dor de cabeça, dores na musculatura mastigatória, estalidos nas articulações, perdas ou formações ósseas na mandíbula ou maxila.

TRATAMENTO
Hábitos como mascar chicletes, morder ou apertar objetos devem ser eliminados durante o tratamento porque agravam o quadro muscular. Uma terapia paliativa, ou seja, que melhora ou alivia momentaneamente o problema, empregada para o bruxismo, é a utilização de placas acrílicas que protegem os dentes dos desgastes provocados pelo hábito.

Atualmente existem novas abordagens para o controle do bruxismo como a Toxina Botulínica. Consulte seu dentista e lembre-se que ele é o profissional mais indicado para fazer o seu diagnóstico e tratamento.

Luciana-VasconcelosDra. Luciana Vasconcelos
Rua Rio de Janeiro 314,sala 305
Poços de Caldas MG.
Telefone: 35 3721-1977

Febre Amarela

Febre Amarela

A Febre Amarela é uma doença causada por um vírus transmitido através da picada de mosquitos da espécie Haemagogus ou Sabethes em ambiente de matas. A maioria das pessoas atingidas não apresentam sintomas importantes sendo que os sintomas (febre, dores pelo corpo e dores de cabeça) desaparecem em poucos dias. Entretanto sintomas mais graves como hemorragia, falência do fígado e rins podem acontecer. Nos casos graves o risco de morte é elevado, de mais de 50%. Desde 1941 não temos casos registrados em cidades, estando a doença restrita a áreas de florestas. No início deste ano foi observado um aumento expressivo no número de casos da doença, inicialmente localizado no leste de Minas e posteriormente observado em várias áreas da região Sudeste. Tal aumento se deve a alguns fatores como: baixa cobertura vacinal (principalmente de pessoas que entram em região de florestas a lazer ou trabalho), áreas urbanas cada vez mais próximas de regiões de matas, detecção tardia dos casos da doença em primatas não humanos (macacos) que funcionam como sentinelas, avisando quando e onde a doença está circulando além de outros fatores.

Desde a década de 30 contamos com vacina que combate essa doença. Essa vacina é feita de vírus da febre amarela atenuada, é muito eficaz, mas devido ao fato de ser de vírus vivo tem alguns cuidados para sua aplicação. As reações quando presentes geralmente acontecem na primeira dose da vacina, sendo na maioria das pessoas bem tolerada. São contra indicações para a aplicação: pessoas com baixa imunidade, pessoas em uso de medicamentos que diminuem a imunidade, gestantes e crianças menores de 6 meses. Para pessoas acima de 60 anos nunca vacinados é importante uma avaliação médica para analisar as condições de saúde da pessoa. Para aqueles já vacinados com uma dose, o reforço costuma ser mais tranquilo e sem grandes efeitos adversos. Para uma resposta adequada 2 doses da vacina são suficientes, em adultos com intervalo de 10 anos e para crianças uma dose aos 9 meses (em situações de risco a partir de 6 meses) e um reforço aos 4 anos de idade. As reações mais comuns são dor e inflamação no local da aplicação, febre, dores pelo corpo e dores de cabeça. Em alguns casos as reações podem ser mais severas e a pessoa pode ter a doença causada pela vacina. É muito importante a vacinação para o controle da doença, preservação das áreas de mata e também o controle do mosquito Aedes Aegypt, mosquito que está presente nas cidades e pode transmitir a doença nas áreas urbanas.

Gripe
Com a chegada do outono, as temperaturas ficam mais amenas, o que é um ambiente propício para a proliferação de doenças respiratórias. Dentre essas doenças uma das mais comuns é a gripe, que é causada por um vírus chamado Influenza que possui vários subtipos. A vacinação é anual porque a cada ano os subtipos mais prevalentes mudam, então a cada ano a vacina para Influenza sazonal também muda. A partir de 2010 a vacina para o subtipo H1N1 foi incluído e repetido anualmente. O H1N1 foi responsável nos anos anteriores pelo maior número de casos da doença e também pelo maior número de complicações. A vacinação é muito importante para o controle da doença, assim como medidas de higiene pessoal e do ambiente. Evitar ambientes fechados também é de fundamental importância.

A vacina é feita de vírus inativado, podendo ser usado em crianças a partir de 6 meses de idade, gestantes, idosos, pessoas com doenças crônicas (que seriam os grupos mais suscetíveis) e na população em geral. Tem poucas contra indicações, como alergia ao ovo (a vacina é produzida em células de embrião de galinha), presença de febre (que é uma contra indicação para aplicação de qualquer vacina) e uso de medicamentos imunossupressores (que diminuem a defesa) em altas doses. A vacina é segura e por ser feita de vírus inativado tem poucos eventos adversos observados.

Escleroterapia por espuma densa de polidocanol

Escleroterapia por espuma densa de polidocanol

Também conhecida por técnica de Tessari, consiste no tratamento de varizes em que se usa um agente esclerosante, denominado polidocanol. A Escleroterapia se iniciou concomitante com o desenvolvimento das seringas hipodérmicas. Em 1853 Pravas e Wood apresentaram uma ferramenta capaz de injetar substâncias intramusculares e endovenosas. Muitos produtos foram injetados em veias no intuito de seca-las. Por isso o nome do tratamento é chamado Escleroterapia, derivado do grego, skleros (endurecer).

Fármacos como álcool absoluto (1840), derivados do iodo (1853), formol (1900), mercúrio (1920), foram testados. Alguns obtiveram sucesso relativo e outros com total reprovação. Manchas e úlceras eram provocadas assim como efeitos colaterais graves. Isso fez o método cair em descrédito até a década de 70, quando se desenvolveu o uso da metil ethanolamina (etamolin). Com indicação para vasos até 2 milímetros e nas mãos de hábeis escleroterapeutas, consistia em um método muito bom e de mínimos efeitos indesejados.

Pouco tempo depois a glicose, um diluente para o ethamolin, começou a ser usada em concentrações maiores com bons resultados. Outros produtos surgiram, como polidocanol e glicerina crômica. Esse tratamento persistiu por mais de uma década apenas como finalidade estética, uma vez que a cirurgia das veias maiores, de 5 milímetros, é o padrão ouro para tratamentos tanto curativos quanto estéticos.

Porém, alguns pacientes não respondiam mais satisfatoriamente a tratamentos cirúrgicos. Aqueles que já tinham sido por várias vezes operados, outros que sofreram muitas crises de tromboflebites ou outras inflamações como celulites e erisipelas, apresentavam um endurecimento na pele (dermatofibrose). Assim, as cirurgias não tinham um efeito terapêutico eficaz. Nesses casos a Escleroterapia por espuma se mostrou muito mais efetiva, com capacidade de resolução para agir onde não conseguia-se com os bisturis.

Atualmente, a Escleroterapia por espuma vem se firmando como um processo terapêutico muito eficaz para o tratamento de varizes de difícil resolução, úlceras de estase desencadeadas por varizes superficiais e para hemorragias por velas de pernas. Ele consiste em um tratamento mais econômico, porque dispensa internação e repouso. O paciente deverá deambular (caminhar), logo após o termino da sessão e permanecer com contensão elástica por uma semana.

Ainda existe alguns detalhes que impedem o uso em todos os casos, pois podem ocorrer manchas no trajeto da veia que foi tratada. Casos como de pessoas que costumam usar roupas curtas ou querem um tratamento mais estético, a indicação ainda é escleroterapia convencional, para vasos até 3 milímetros e cirurgia de microvarizes para as demais.

Dr. Richardson FontellaDr. Richardson Fontella
Especialista em cirurgia vascular pela SBACV

Doenças do aparelho circulatório
Cirurgias vasculares
Úlceras de pernas
Varizes
Pé diabético
Utrassonografia vascular

Rua: Piauí, N°461 – Centro
Tel: (35) 3721-7651
(35) 3714-7418

Celebre a Páscoa com chocolate e sem espinhas

Celebre a Páscoa com chocolate e sem espinhas

Pode comer sem culpa, mas é preciso ter alguns cuidados com a limpeza da pele; saiba como escolher o chocolate mais saudável.

Páscoa é tempo de celebrações religiosas, reuniões familiares e muito chocolate. Para as pessoas que têm tendência à acne, essa também é uma época que pode trazer problemas para a pele. Mas dermatologistas afirmam: com cuidados específicos é possível comemorar a Páscoa sem abrir mão do chocolate e sem comprometer a saúde e beleza da pele.
Não precisa abrir mão do chocolate na Páscoa, mas faça escolhas inteligentes para não se arrepender.

Embora não existam estudos científicos que comprovem uma ligação direta entre o consumo de chocolate e o aparecimento de acne ou espinhas, alimentos muito gordurosos e com alto índice glicêmico podem sim piorar o processo inflamatório da pele e aumentar a produção das glândulas sebáceas. O chocolate se encaixa nos dois casos: tem muita gordura e alto índice glicêmico.
Isso não quer dizer que o chocolate seja um alimento proibido. “O chocolate não é um vilão. É um alimento muito rico em flavonoides, que são antioxidantes e fazem bem para a saúde, inclusive da pele”, explica Dr. Ricardo Villela. Para evitar o aparecimento de cravos e espinhas sem abrir mão do chocolate, o mais importante é a moderação. “Pode comer sem culpa, mas não coma mais de 100 gramas de chocolate por dia”, aconselha Villela.

É melhor dar preferência aos chocolates amargos, com maior concentração de cacau e menos gordura que as versões ao leite. O chocolate branco deve ser a última opção: não contém pasta de cacau, só a manteiga, e é o mais gorduroso de todos. “Chocolates com castanhas ou amendoim também têm mais gordura que os chocolates comuns, e devem ser evitados”, diz Dr. Ricardo.

Além da moderação e de escolher o chocolate certo, preste atenção nos cuidados com a limpeza da pele. Lavar o rosto duas ou três vezes por dia ajuda a controlar a oleosidade. Deve ser usado um sabonete específico para o rosto, que pode ter ativos como ácido salicílico, extratos vegetais ou enxofre. Os cuidados devem ser constantes, e não apenas na época em que se come mais chocolate.

Se as espinhas já apareceram, mantenha os dedos longe delas. “Nada de espremer espinhas ou utilizar receitas caseiras”, alerta Villela. O tratamento da acne deve ser acompanhado por um médico. “Podemos receitar remédios via oral, pomadas e loções. Mas o tratamento de acne é individualizado, de acordo com a necessidade de cada um”, explica.

Limpezas de pele feitas por profissionais podem ajudar a recuperar a pele que já tem acne, mas devem ser recomendadas por médicos dermatologistas. “Como cada pessoa precisa de um cuidado específico, não é recomendável procurar diretamente um esteticista. O tratamento deve ser orientado por um médico”, alerta Dr. Ricardo Villela.
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Sempre consulte seu especialista antes de adquirir quaisquer tratamentos.

Ricardo VillelaDr. Ricardo Villela
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Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP)

Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP)

O que é?
É o aumento benigno do volume da próstata. A próstata é uma glândula situada na parte inferior da bexiga e anterior ao reto. No seu interior passa a uretra (o canal pelo qual a urina é eliminada do corpo). A função da próstata é, entre outras, fabricar uma porção do esperma (líquido expelido durante a ejaculação). Como a próstata envolve a uretra, um aumento do volume prostático pode impedir a passagem da urina.

Qual o tamanho da próstata?
Durante a infância, a próstata é muito pequena. Quando começa a adolescência, há uma maior produção de hormônios masculinos e, consequentente, a próstata inicia seu aumento. Nesta fase, os caracteres sexuais também surgem: engrossamento de voz, surgimento de pelos pubianos, barba, etc. A próstata tem neste período o tamanho de uma castanha (15-20 gramas). Este crescimento continua durante a vida do indivíduo, em uma velocidade que varia de uma pessoa para outra. Em alguns indivíduos, por motivos não bem conhecidos, a próstata cresce mais rápidamente e, em outros, o aumento é mais lento. Geralmente, após os 50-60 anos, o crescimento prostático apresenta uma aceleração maior. Existem próstatas que atingem volumes importantes, como 200 gramas ou mais.

HBP e câncer são a mesma coisa?
A hiperplasia é um tumor benigno. Entretanto, pode abrigar no seu interior células malignas que podem ser descobertas com o auxílio de exames especiais.

Quais as conseqüências da HBP?
Quando a próstata começa a crescer, ela pode comprimir a uretra, impedindo que a urina saia da bexiga. Várias conseqüências surgem desta situação, como o surgimento de urina residual na bexiga, o aumento da espessura seguido de afinamento da parede vesical, a dilatação dos ureteres (canais que unem os rins à bexiga), e dilatação renal com diminuição da sua função.

É importante que se diga que nem toda HBP leva ao quadro acima. Outros fatores e condições são necessários.

Quais são os sintomas da HBP?
Os principais sintomas da HBP são: jato urinário fraco, jato interrompido, aumento da freqüência das micções com eliminação de pequenos volumes de urina, aumento da freqüência de micções à noite, urgência para urinar com perda, ocasionalmente, de urina na roupa. Estes sintomas podem ocorrer isoladamente ou em conjunto. Podem ser leves, moderados ou severos. Há situações agudas, como a retenção urinária, levando o paciente ao hospital, a fim de que uma sonda seja introduzida na sua uretra, esvaziando assim a bexiga. Nem todos os homens passarão por este quadro.

Como se faz o diagnóstico?
Geralmente os sintomas levam o paciente ao médico. Este, através de uma história clínica, vai classificar o paciente em pouco, leve ou muito sintomático. Um exame físico detalhado, incluindo um toque retal (exame digital através do ânus), é realizado. Exames laboratoriais são geralmente solicitados, incluindo exame qualitativo de urina, urocultura, creatinina e uréia. A dosagem do antígeno prostático específico (PSA) é de vital importância como parte desta avaliação, pois permite a detecção precoce do câncer da próstata.

Exames de imagem, se necessários, serão solicitados como, por exemplo, a ultrassonografia do aparelho urinário e da próstata.

É importante que se diga que os sintomas acima descritos não são específicos da HBP. Eles podem estar presentes na estenose (estreitamento) de uretra, bexiga neurogênica, etc. Logo, uma avaliação criteriosa é importante.

Como se trata a HBP?
A maioria dos pacientes com HBP não requer tratamento. Aqueles pacientes sintomáticos que procuram o urologista serão tratados conforme a severidade dos sintomas. Os pacientes levemente sintomáticos serão acompanhados clinicamente, ficando sob observação. Os moderadamente sintomáticos serão tratados com medicamentos – que impeçam o crescimento prostático ou que relaxem a próstata. Nos pacientes severamente sintomáticos ou naqueles que, por qualquer razão, não possam tomar os medicamentos, está indicada a cirurgia.

A cirurgia pode ser a prostatectomia aberta, na qual é necessária uma incisão no abdômen. É retirada somente a parte central da próstata a qual, justamente, comprime a uretra. As partes periféricas da próstata permanecem. Outro tipo de cirurgia pode ser empregada, como a ressecção transuretral da próstata, na qual todo o procedimento é realizado pela uretra. Como no caso anterior, trata-se de uma cirurgia desobstrutiva.

Vários outros métodos cirúrgicos existem (cirurgia a laser, termoterapia, eletrovaporização, etc), que não são comparáveis em resultados com as cirurgias clássicas. É importante saber que o paciente após a cirurgia para HBP permanece com zonas periféricas da próstata: logo, deve continuar a realizar exames periódicos de prevenção do câncer de próstata.

Como se faz o seguimento do paciente com HBP?
O paciente com HBP assintomática e sem tratamento deverá realizar PSA e toque retal anualmente. O mesmo procedimento também serve para aqueles pacientes sintomáticos e tratados. A HBP não se transforma em câncer de próstata. Entretanto, um paciente pode ter, concomitantemente, HBP e câncer de próstata.

Dr. Marcio Gonçalves de SouzaDr. Marcio Gonçalves de Souza
Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia
Membro da “American Urological Association”
Membro da “Confederación Americana de Urología”

Rua Maranhão, 221 conj. 31
Centro – Poços de Caldas – MG
Telefone: (35) 3721-1477
E-mail: csdclinicasaodomingos@gmail.com

Estudo aponta perda de até 10 anos na expectativa de vida de pessoas obesas

Estudo aponta perda de até 10 anos na expectativa de vida de pessoas obesas

Uma pesquisa publicada na revista médica inglesa The Lancet revelou que estar acima do peso (IMC entre 25kg/m² e 29,9kg/m²) pode reduzir a expectativa de vida em um ano. Nos indivíduos com obesidade moderada (IMC entre 30kg/m² e 34,9kg/m²) o tempo pode ser de três anos e chegar a dez anos nos casos de obesidade severa (IMC entre 35kg/m² e 39,9kg/m²). O levantamento foi realizado por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e revelou também que o risco de morte em homens, antes dos 70 anos, aumentou de 19% em indivíduos com peso normal, para 29,5% nos moderadamente obesos. No sexo feminino a relação de aumento é de 11% para 14,6%.

Utilizando dados de grandes estudos realizados em 32 países, de quatro continentes, entre 1970 e 2015, a pesquisa dividiu amostras de acordo com o IMC (Índice de Massa Corporal) dos pacientes e comparou as causas de óbitos em cada grupo distinto. A principal percepção foi o aumento nos riscos de doenças respiratórias, cânceres, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e doença cardíaca coronariana.

Para o Dr. Josemberg Campos, Presidente da SBCBM – Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, estudos como este corroboram para que a cirurgia bariátrica se consolide como o método mais eficaz no combate à obesidade mórbida. “Além da perda de peso a cirurgia possibilita o controle de doenças associadas como diabetes, hipertensão, alguns tipos de cânceres, diminuição das complicações cardiovasculares relacionadas ao peso excessivo, entre tantos outros problemas. O obeso ainda sofre muita discriminação e isso auxilia o paciente a melhorar sua autoestima e consequentemente o convívio social”, diz.

Estudos comprovam eficácia
Uma recente pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa em Saúde Coletiva com pacientes atendidos pelo sistema de saúde Veterans Affairs, em Seattle, nos Estados Unidos revelou que pacientes obesos que se submeteram à cirurgia bariátrica apresentaram uma taxa de sobrevida maior, em longo prazo, quando comparados a pacientes obesos que não realizaram o procedimento. Os operados registraram taxas de mortalidade de 2,4% em um ano, 6,4% em cinco anos e 13,8% em 10 anos, enquanto nos não operados as taxas foram de 1,7%, 10,4% e 23,9%, respectivamente.

Vale ressaltar que a evolução dos materiais e equipamentos utilizados nas cirurgias tornou os procedimentos menos invasivos, mais rápidos, seguros e com tempo menor de recuperação e que os critérios de seleção dos pacientes estabelecidos pela Resolução n° 2.131/15 estão cada vez mais rígidos. “Além dos critérios estabelecidos é fundamental fazer uma análise rigorosa das condições de saúde do paciente, qualificação do cirurgião, estrutura hospitalar, técnica utilizada, além do acompanhamento multidisciplinar”, comenta o presidente.

Cirurgia Bariátrica
A cirurgia bariátrica é indicada quando o médico e o paciente se convencem que as tentativas colocadas em prática para eliminar peso por meio de tratamento clínico, como exercícios físicos, reeducação alimentar e medicamentos, não surtiram o efeito esperado.

De acordo com as orientações da Resolução n° 2.131/15, estabelecidas em reunião conjunta com o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina, a cirurgia é liberada apenas para pacientes com IMC igual ou maior que 40kg/m² e pode ser realizada em casos de IMC entre 35kg/m² e 40kg/m², desde que o paciente tenha comorbidades como, por exemplo, diabetes e hipertensão. O IMC é calculado a partir da divisão do peso pela altura ao quadrado.
Em 2015 foram realizadas no país cerca de 93,5 mil cirurgias bariátricas, número 6,5% maior no comparativo com 2014 quando foram realizados aproximadamente 88 mil procedimentos. Deste total, entre 8% a 10% das cirurgias foram feitas no sistema público de saúde (SUS).

FONTE: SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA BARIATRICA E METABOLICA

paulo

Dr. Paulo Sérgio Hansen Martins
CRM-MG 56435
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Bariátrica e Metabólica
Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
Cirurgia do Aparelho Digestório e Bariátrica
Vídeolaparoscopicas

daniel

Dr. Daniel Marcus Gonzaga Quites
CRM-MG 42854
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Bariátrica e Metabólica
Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
Cirurgia do Aparelho Digestório e Bariátrica
Vídeolaparoscopicas

Olhos vermelhos principais causas e tratamentos

Olhos vermelhos principais causas e tratamentos

Olhos vermelhos ocorre quando há uma hiperemia, uma vermelhidão no “branco do olho”, como é conhecido popularmente. Existem muitas causas que geram esse tipo de irritação. Sendo assim, o médico oftalmologista, Dr. Carlos Aterje, listou as principais delas.

Segundo o especialista, a causa mais comum que gera essa vermelhidão é a conjuntivite alérgica. Geralmente, quem sofre desse mal tende a coçar os olhos, deixando-os ainda mais vermelhos. “Esse hábito de coçar, além de piora o quadro de vermelhidão, pode provocar inúmeros outros danos para a visão da pessoa como; o surgimento de tersol, entortar a córnea, provocar ceratocone em quem tem tendência, (quem já tem pode ter o quadro da doença agravado), pálpebras inchadas e inúmeras outras feridas de córnea. Por isso é importante ressaltar que nunca devemos coçar os olhos. Nesses casos é preciso uma consulta com o oftalmologista, que irá indicar colírios a base de corticoide e antialérgicos para uso em quadros crônicos de irritação” explica Dr. Carlos Aterje.

Quem tem conjuntivite alérgica tem o que costuma-se chamar de atopia, que são pessoas que possuem tendências a ter rinite, bronquite, dermatite e conjuntivite. É um problema hereditário e não é transmissível. Outra doença que provoca o olho vermelho é a conjuntivite bacteriana ou viral. “Essa doença é altamente contagiosa e provoca uma vontade intensa de coçar os olhos, os deixando inchados, com secreções e vermelhos. A maior causa dessa conjuntivite é justamente o habito de levar as mãos aos olhos, provocando contágio dessa bactéria. Ela deixa os olhos vermelhos e o tratamento é feito com colírios antibióticos, anti-inflamatórios e corticoide” explica.

Pessoas que tem a pele muito oleosa também tem tendência a sofrer de olhos vermelhos. “Nesses casos há uma predisposição característica da pessoa e ela vai sofrer com isso a vida toda. Isso porque, é a própria oleosidade da pele que entra no olho e desencadeia essa irritação. É um problema simples de se resolver, basta criar o hábito de lavar o rosto duas ou três vezes ao dia e o uso de colírio lubrificante”.

O olho vermelho também pode surgir quando há um problema mais sério, como o glaucoma agudo. É uma doença grave que deve ser acompanhada de perto, causando uma vermelhidão intensa. O tratamento nesses casos é com colírio para baixar a pressão do olho e com controle diário, até que o procedimento cirúrgico seja indicado. Outro caso, é do

Reumatismo também desencadeia problemas nos olhos, como uveite, que é uma inflamação do olho, sendo uma das principais causas de olho vermelho. Nesses casos, pode não ter o diagnóstico de reumatismo e o primeiro sintoma ser justamente o olho vermelho. A uveite também pode ser desencadeada por toxoplasmose. Em todos os casos é importante consultar um oftalmologista, pois nesse caso é preciso um tratamento de quase dois meses com antibióticos orais e outros.

E por último o pterígio, que é uma formação carnosa que avança sobre a córnea, geralmente do lado nasal. Esse por sua vez, é causado por poeira, exposição ao sol sem proteção e vento. Esse tipo de dano é comum ser encontrado em trabalhadores rurais.

RUA CEARÁ, 188 2ºANDAR – TEL: (35) 3722-2808

carlos aterje

Dr. Carlos Aterje
Diretor responsável técnico
CRM-MG 21418

PROJETO VIVER EM AÇÃO!

PROJETO VIVER EM AÇÃO!

Projeto viver

Dentro da programação da Corrida da Mulher (organizado pela Aviya), a acão Juntos pela Vida realizada no dia 04 de março no Café Concerto , reuniu vários projetos : PROJETO VIVER DO CENTRO MÉDICO ONCOLÓGICO – CMO, AVOOC, BORDANDO NA PRAÇA, ALMOFADAS DO CORAÇÃO, BLOG LENÇOS AO VENTO E ESPAÇO VIDA CONSCIENTE, todos unidos em prol da Prevenção do Câncer e Qualidade de Vida. Contou ainda com o apoio da Revista Clínica, Luciano Boca e Gilberto do Café Concerto.
Uma Ação pela Vida marcada pela UNIÃO, CORAGEM, SUPERAÇÃO E MUITA INFORMAÇÃO, com um bate papo descontraído e orientado pelos profissionais Dr Nimio Rafael Garcete Balbuena (cirurgião oncológico do CMO), Dr Carlos Eduardo Ferreira (oncologista clínico do CMO), Dr Alex Dias (mastologista do CMO), Dr Bruna Balbino (nutricionista do CMO), Dr Daesy Pereira Lima (Psicólogo do Espaço Vida Consciente), Dr Daniel Furtado (Psicólogo do Espaço Vida Consciente) e Dr Vinícius Bernardes Jerônimo(Psicólogo do Espaço Vida Consciente ),Patrícia Gil (Blog Lenços ao Vento).

projeto viver fotos

Quando seu tratamento terminar… toque este Sino com orgulho. Para todos anunciar sua Vitória…”
Sino da Vitória… um momento ímpar durante a ação.
O Sino da Vitória , um trabalho desenvolvido dentro do CMO e também levado para ação , é um ato simbólico de marcar o fim do tratamento, seja quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, é um momento de reconhecimento e valorização do paciente pela equipe, multi, médica e familiares , pelo seu esforço da lutar contra a doença. É realmente seu momento de Vitória.

HPV e câncer de Colo do útero

HPV e câncer de Colo do útero

O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos (chamados oncogênicos) do Papilomavírus Humano – HPV. A infecção genital por este vírus é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes. Entretanto, em alguns casos, podem ocorrer alterações celulares que poderão evoluir para o câncer
É o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Atualmente 44% dos casos são de lesão precursora do câncer, chamada in situ. Esse tipo de lesão é localizada.
Estimativas de novos casos: 16.340 (2016 /2017 – INCA)
Número de mortes: 5.430 (2013 – SIM)

O que significa “HPV”?
É a sigla em inglês para papilomavírus humano. Os HPV são vírus capazes de infectar a pele ou as mucosas. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV, sendo que cerca de 40 tipos podem infectar o trato ano-genital.

Qual é a relação entre HPV e câncer?
A infecção pelo HPV é muito frequente, mas transitória, regredido espontaneamente na maioria das vezes. No pequeno número de casos nos quais a infecção persiste e, especialmente, é causada por um tipo viral oncogênico (com potencial para causar câncer), pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras, que se não forem identificadas e tratadas podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

Quais são os tipos de HPV que podem causar câncer?
Pelo menos 13 tipos de HPV são considerados oncogênicos, apresentando maior risco ou probabilidade de provocar infecções persistentes e estar associados a lesões precursoras. Dentre os HPV de alto risco oncogênico, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero. Já os HPV 6 e 11, encontrados em 90% dos condilomas genitais e papilomas laríngeos, são considerados não oncogênicos.

Qual é o risco de uma mulher infectada pelo HPV desenvolver câncer do colo do útero?
Aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos. Comparando-se esse dado com a incidência anual de aproximadamente 500 mil casos de câncer de colo do útero, conclui-se que o câncer é um desfecho raro, mesmo na presença da infecção pelo HPV. Ou seja, a infecção pelo HPV é um fator necessário, mas não suficiente, para o desenvolvimento do câncer do colo do útero.

Além da infecção pelo HPV, há outros fatores que aumentam o risco de uma mulher desenvolver câncer do colo do útero?
Fatores ligados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual parecem influenciar os mecanismos ainda incertos que determinam a regressão ou a persistência da infecção pelo HPV e também a progressão para lesões precursoras ou câncer. Desta forma, o tabagismo, o início precoce da vida sexual, o número elevado de parceiros sexuais e de gestações, o uso de pílula anticoncepcional e a imunossupressão (causada por infecção por HIV ou uso de imunossupressores) são considerados fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. A idade também interfere nesse processo.

Como os HPV são transmitidos?
A principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Também pode haver transmissão durante o parto.

Não está comprovada a possibilidade de contaminação por meio de objetos, do uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.

Estudos no mundo comprovam que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Essa percentagem pode ser ainda maior em homens. Estima-se que entre 25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada pelo HPV. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, regredindo entre seis meses a dois anos após a exposição, principalmente entre as mulheres mais jovens.

Existe vacina contra o HPV?
Sim. Existem duas vacinas profiláticas contra HPV aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que estão comercialmente disponíveis: a Quadrivalente, que confere proteção contra HPV 6, 11, 16 e 18; e a vacina bivalente, que confere proteção contra HPV 16 e 18.

O Ministério da Saúde, em 2014, iniciou a implementação no Sistema Único de Saúde da vacinação gratuita contra o HPV em meninas de 9 a 13 anos de idade, com a vacina quadrivalente. Em 2017, as meninas de 14 anos também foram incluídas. Além disso, o esquema vacinal do SUS foi ampliado para meninos de 12 a 13 anos.

Como as mulheres podem se prevenir do câncer do colo do útero?
Com a vacinação contra o HPV antes do início da vida sexual e fazendo o exame preventivo (de Papanicolaou ou citopatológico), que pode detectar as lesões precursoras. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas é possível prevenir a doença em 100% dos casos.

O exame deve ser feito preferencialmente pelas mulheres entre 25 e 64 anos, que têm ou já tiveram atividade sexual. Os dois primeiros exames devem ser feitos com intervalo de um ano e, se os resultados forem normais, o exame passará a ser realizado a cada três anos.

Estima-se que somente cerca de 5% das pessoas infectadas pelo HPV desenvolverá alguma forma de manifestação.

Vale a pena vacinar mulheres já tratadas para lesões no colo do útero, vagina ou vulva?
Existe evidência científica de pequeno benefício em vacinar mulheres previamente tratadas, que poderiam apresentar menos recidivas. Nesses casos a decisão sobre a vacinação deve ser individualizada.
Se após a leitura desse texto ainda existirem dúvidas, por favor, entre em contato com um profissional de saúde para mais esclarecimentos.

dr-nimio-rafaelDr. Nimio Rafael Garcete Balbuena
Diretor responsável técnico
CRM MG 44142

Gastrite

Gastrite

A gastrite é uma condição na qual o revestimento do estômago – conhecido como mucosa – está inflamado.

O que é gastrite?
A gastrite é uma condição na qual o revestimento do estômago – conhecido como mucosa – está inflamado.

A mucosa do estômago contém células especiais que produzem o ácido e enzimas, que ajudam a quebrar o alimento para a digestão, e muco, que protege o revestimento do estômago de ácido. Quando o estômago está inflamado, produz menos ácido, enzimas e muco.

A gastrite pode ser aguda ou crônica. A inflamação repentina e acentuada do revestimento do estômago é chamada gastrite aguda. A inflamação que dura por muito tempo é chamada gastrite crônica. Se a gastrite crônica não for tratada, pode durar por anos ou até mesmo uma vida inteira.

A gastrite erosiva é um tipo de gastrite que muitas vezes não causa inflamação significativa mas faz uma lesão superficial do revestimento do estômago. A gastrite erosiva pode causar sangramento, erosões ou úlceras. Ela pode ser aguda ou crônica.

A relação entre gastrite e os sintomas não é clara. O termo gastrite refere-se especificamente à inflamação anormal do revestimento do estômago. Pessoas que têm gastrite podem sentir dor ou desconforto no abdômen superior, mas muitas pessoas com gastrite não têm quaisquer sintomas.

O termo gastrite é usado erroneamente, às vezes, para descrever qualquer sintoma de dor ou desconforto no abdômen superior. Muitas doenças e distúrbios podem causar esses sintomas. A maioria das pessoas que apresentam sintomas abdominais superiores não tem gastrite.

O que causa gastrite?
A infecção pelo Helicobacter pylori (H. pylori) causa a maioria dos casos de gastrite crônica não erosiva. O H. pylori é uma bactéria que infecta a parede do estômago. O H. pylori é transmitido principalmente de pessoa para pessoa. Em áreas com falta de saneamento, o H. pylori pode ser transmitido através de água ou alimentos contaminados.

Nos países industrializados como os Estados Unidos, 20 a 50 por cento da população podem ser infectada com H. pylori.1 Taxas de infecção pelo H. pylori são mais elevados em áreas com falta de saneamento e de maior densidade populacional. As taxas de infecção podem ser superiores a 80 por cento em alguns países em desenvolvimento. No Brasil temos uma taxa em torno de 70% da população.

A causa mais comum de gastrite erosiva, aguda e crônica, é o uso prolongado de antiinflamatórios não-esteróides (AINEs) como aspirina e ibuprofeno. Outros agentes que podem causar gastrite erosiva são o álcool, cocaína e radiação. Lesões traumáticas, queimaduras graves, doença crítica e cirurgia também podem causar gastrite erosiva aguda. Este tipo de gastrite é chamado gastrite de estresse.

As causas menos comuns de gastrite erosiva e não erosiva são: Doenças autoimunes, em que o sistema imunológico ataca as células saudáveis no revestimento do estômago, algumas doenças e desordens do aparelho digestivo como doença de Crohn e anemia perniciosa, viroses, parasitas, fungos e bactérias diferentes do H. pylori.

Quais são os sintomas de gastrite?
Muitas pessoas com gastrite não têm quaisquer sintomas, mas algumas pessoas podem apresentar: Dor ou desconforto no abdome superior, náusea e vômito
Estes sintomas são também chamados de dispepsia. A gastrite erosiva pode causar úlceras ou erosões no revestimento do estômago que podem sangrar.
Os sinais de sangramento no estômago são:
sangue no vômito, fezes pretas ou como alcatrão (piche) e sangue vermelho nas fezes

Quais são as complicações da gastrite?
A maioria das formas de gastrite crônica inespecífica não causam sintomas. No entanto, a gastrite crônica é um fator de risco para úlcera péptica, pólipos gástricos e tumores gástricos benignos e malignos. Algumas pessoas com gastrite crônica pelo H. pylori ou gastrite auto-imune desenvolvem gastrite atrófica.
A gastrite atrófica destrói as células do revestimento do estômago que produzem ácidos digestivos e enzimas. A gastrite atrófica pode levar a dois tipos de câncer: o câncer gástrico e o linfoma do tecido linfóide associado à mucosa gástrica (linfoma MALT).

Como é diagnosticada a gastrite?
O exame mais importante para o diagnóstico de gastrite é a endoscopia com uma biópsia do estômago. O médico geralmente dará o medicamento ao paciente para reduzir o desconforto e ansiedade antes de iniciar o procedimento de endoscopia.

Em seguida, insere um endoscópio, que é um tubo fino com uma minúscula câmera na ponta, através da boca ou do nariz do paciente e para o estômago. Ele utiliza o endoscópio para examinar o revestimento do esôfago, estômago e primeira porção do intestino delgado. Se necessário, irá realizar uma biópsia, que é a coleta de pequenas amostras de tecido para exame com um microscópio.

Outros exames utilizados para identificar a causa da gastrite ou complicações são os seguintes:
Seriografia contrastada de esôfago, estômago e duodeno: O paciente engole bário, um material de contraste líquido que faz com que o sistema digestivo seja visível aos raios-x. Imagens de raios x podem mostrar alterações no revestimento do estômago, tais como erosões ou úlceras. Raramente utilizado na atualidade.

Exame de sangue: O médico pode verificar se há anemia, uma condição na qual a substância do sangue rico em ferro, a hemoglobina, está diminuída. A anemia pode ser um sinal de hemorragia crônica no estômago.

Exame de fezes: Este teste verifica a presença de sangue nas fezes, outro sinal de sangramento no estômago.

Exames para infecção pelo H. pylori: O médico pode solicitar teste respiratório, no sangue ou fezes para detectar sinais de infecção. A infecção pelo H. pylori também pode ser confirmada com biópsias do estômago durante a endoscopia.

Como é tratada a gastrite?
Com medicamentos que reduzem a quantidade de ácido no estômago para aliviar os sintomas que porventura acompanhem a gastrite e promover a cura do revestimento do estômago.

Dependendo da causa da gastrite, medidas ou tratamentos adicionais podem ser necessários. Por exemplo, se a gastrite é causada por uso prolongado de AINEs, o médico poderá aconselhar suspender a ingestão do medicamento, reduzir a sua dose ou mudar para outra classe de medicamentos para a dor.

O tratamento da infecção pelo H. pylori é importante, mesmo se a pessoa não está tendo sintomas da infecção. A gastrite do H. pylori não tratada pode levar ao câncer ou ao desenvolvimento de úlceras no estômago ou intestino delgado.

Após o tratamento, o médico poderá solicitar, quando necessário, um teste de respiração ou fezes, onde estiver disponível, ou, ainda, em nosso meio, novo exame endoscópico com o teste da urease, para certificar-se que a infecção pelo H. pylori desapareceu.

Curando a infecção espera-se curar a gastrite e diminuir o risco de outras doenças gastrointestinais associadas a ela, como úlcera péptica, câncer gástrico e linfoma MALT.

fonte: http://www.esadi.com.br

paulo-negrao

Dr. Paulo César Pereira Negrão
Especialista em Endoscopia digestiva pela Sociedade
Brasileira de Endoscopia Digestiva – AMB
Especialista em Gastroenterologia pela Federação Brasileira
de Gastroenterologia – AMB
Especialista em Terapia Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMB
Pós-Graduação em Gastroenterologia pelo Instituto de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas- RJ

Andréa Galisse Negrão
Graduada em Administração de com registro
no respectivo Conselho
Autarquia Municipal de Ensino – Poços de Caldas CRA/MG 27526
Graduada em psicologia com registro no respectivo conselho
PUC – Campus Poços de Caldas – CRP -04/43864
Pós graduada MBA – Gestão de Pessoas
PUC – Campus Poços de Caldas
Pós graduada em lazer Eventos Culturais e Artísticos
Esefem/Sesi
Pós-graduada em Estratégia de Marketing
Puc – Campus Poços de Caldas

Dr. Paulo César Pereira Negrão
Diretor responsável técnico
CRM 25989-MG