Psicologia

As muitas razões para fazer sexo

As muitas razões para fazer sexo

O corpo humano é uma máquina profundamente sofisticada que precisa ser usada – e usada apropriadamente – para que possa funcionar da melhor forma possível. Numerosos estudos médicos tem demonstrado que o uso correto dos órgãos e sistemas individuais reduz os riscos de doenças. Por exemplo, o exercício aeróbico fortalece o sistema cardiovascular. Levantar pesos melhora o tônus muscular e a integridade dos ossos. Mulheres que amamentam seus bebês têm menos chance de desenvolver câncer de mama do que aquelas que usam mamadeiras. Como qualquer parte do corpo, quanto mais corretamente usarmos nossos órgãos sexuais mais saudáveis seremos. Logo, a melhor maneira de evitar distúrbios sexuais é fazer amor com frequência, usando técnicas que tornam o ato revigorante e não exaustivo.

Os Terapeutas Sexuais aconselham aos homens com problemas de ereção a serem mais ativos sexualmente, e não menos, porque a excitação sexual aumenta o fluxo de oxigênio para o tecido peniano, permitindo ereções mais firmes. Uma vida sexual ativa também contribui para elevar os níveis de testosterona, o que resulta num impulso sexual mais forte. Para as mulheres, os estudos indicam que o sexo regular pode ajudar a estabilizar os ciclos menstruais irregulares. Do mesmo modo, para as mulheres passando pela menopausa, a atividade sexual reduz a frequência e a intensidade dos calorões e reduz a possibilidade de atrofia dos tecidos da vagina.

As recompensas que uma vida sexual ativa traz para a saúde vão além das áreas do corpo que associamos ao sexo. Por exemplo, pesquisas indicam que o sexo regular ajuda as mulheres a manterem os níveis adequados de estrogênio. Um nível mais alto de estrogênio está correlacionado com um bom preparo cardiovascular, saúde emocional, risco reduzido de osteoporose e outros benefícios. Algumas pesquisas recentes, também demonstram que um sexo vigoroso pode oferecer um pouco do valor associado ao exercício aeróbico, tal como melhorar a circulação, fortalecer o coração e os pulmões, reduzir o estresse e reforçar o sistema imunológico.

Também sabemos que o sexo estimula a liberação de endorfinas, os químicos cerebrais similares ao ópio, que reduzem a dor e geram sensações de bem estar. Como a maioria de nós já notou, o sexo pode ser um poderoso redutor de tensão. Se tudo isso é verdadeiro com referência ao sexo casual, imagine o que uma relação sexual com alguém que você ama pode fazer.

Fazer pouco sexo ou fazer um sexo incorreto pode contribuir para que se contraia doenças. O que se quer dizer com o sexo incorreto? Obviamente, sexo que é abusivo, explorador, coercitivo ou violento, mas também o sexo cujo objetivo é aliviar a tensão (usar o sexo para aliviar a tensão é como comer apenas para encher a barriga); sexo que é destituído de emoção, depressivo ou melancólico; sexo que é insatisfatório ou frustrante fisicamente; sexo que é rápido demais ; sexo que é entediante ou monótono; sexo que é fisicamente esgotante ou exaustivo; sexo com um parceiro inapropriado ou num momento inapropriado (por exemplo, quando a pessoa está cansada ou digerindo uma grande refeição).

Até mesmo as experiências que a maioria das pessoas chamaria de sexo bom podem ser um pacote misto, produzindo efeitos colaterais negativos juntamente com prazer e alívio, quando as condições não são corretas. A longo prazo, esses efeitos colaterais podem contribuir para o aparecimento de problemas físicos e psicológicos que, podemos jamais perceber, estão ligados ao sexo.

FAZER AMOR GERA MAIS AMOR
A paixão sexual intensifica a ligação emocional entre amantes. Em qualquer relacionamento de longa duração, cada parceiro tem traços de personalidade que o outro gostaria de ver desaparecer. Mas raramente isto acontece. Portanto, será de grande auxílio se, quando as características irritantes surgirem, você se concentrar em tudo que é adorável em relação a seu cônjuge. A atividade sexual facilita isso. Ela altera a química do sangue, causando efeitos sutis na percepção, que elevam o julgamento e o senso de realidade da pessoa. A visão da pessoa se volta daquilo que é irritante para o que é magnífico.

O amor erótico também serve como um tônico calmante quando as coisas ficam difíceis, fortalecendo sua ligação emocional e restaurando a intimidade quando as circunstâncias ameaçam separá-los. Se um relacionamento é uma rede de segurança, fazer uma amor bem feito adiciona pontos a ela e fortalece sua fibra. Contudo, há vezes que fazer sexo nem sempre faz com que a pessoa se sinta mais amorosa. Na realidade faz com que se sinta zangada, ferida e humilhada.

Fazer amor também gera mais amor de uma outra maneira. A maior causa de problemas matrimoniais é o mal estar sexual. Com o decorrer do tempo, simplesmente ficamos entediados um com o outro. Maridos excitados reclamam das dores de cabeça de suas esposas. Esposas sensuais reclamam dos maridos cujos olhos ficam enterrados no jogo de futebol ou noticiários de negócios. Será inevitável? Será que a paixão tem de esmorecer com o tempo? De jeito nenhum. O mal estar sexual pode ser evitado e curado com doses liberais de habilidade e imaginação.

O motor do amor é abastecido pela variedade, criatividade e surpresa. Somos projetados para desfrutar o sexo e sermos confortados por ele. Quando abordada com amor e entusiasmo, a relação sexual dissolve a ansiedade, solidão e desespero. Um casal apaixonado que aprende a fazer sexo com amor, a ligação entre eles se intensifica, dissolvendo limites individuais e criando uma profunda experiência de unidade. Com isso vem uma percepção intensificada, apreciação e ligação com o resto da criação. Quando o sexo é praticado com arte e amor, ele vai permitir que usemos nossos corpos para nos elevar acima de nossa natureza animal e nos aproxima daquilo que é divino em nós.

Mas para atingirmos este estágio, precisamos estar alinhados de maneira saudável o nosso corpo, a mente e as emoções. Devido a esse alinhamento essencial de todos os aspectos de nossas vidas, a sexualidade é afetada pela nossa saúde física, pensamentos e emoções. Por sua vez, a sexualidade tem um impacto profundo e poderoso em nossos corpos, mentes, emoções e relacionamentos. Por isso a importância de buscar ajuda profissional para tratar das disfunções sexuais em sua vida. Procure dar o pequeno primeiro passo em direção à uma vida sexual prazerosa.

Leda C. SampaioLeda C. Sampaio
Sexóloga e psicóloga | CRP 21529/4

IMSEX – INSTITUTO MINEIRO DE SEXUALIDADE
Rua: Maranhão , 221 sala 31 – 3 andar – Centro – Edifício Acrópolis
Poços de Caldas MG
Email: clinicadesexualidade@gmail.com
Tel: (35) 37214955

O nexo causal entre o ambiente laboral e a Sindrome de Burnout

O nexo causal entre o ambiente laboral e a Sindrome de Burnout

Sabemos que o trabalho participa da construção da identidade do ser humano e exerce uma forte influência nos seus comportamentos. Este cenário molda as suas experiências e vivências socioculturais e socioafetivas, perpassando por situações de grande importância para o condicionamento do seu eu, da sua autoestima e dos seus valores.

Na visão psicológica, as atividades laborais provocam diferentes e oscilatórios graus de satisfação e motivação, levando em conta, principalmente, o contexto e forma que os colaboradores desempenham suas responsabilidades.

Nos dias de hoje, é evidente uma preocupação no que se refere a saúde do colaborador, uma vez que o mesmo, para emitir resultados tão exigidos pelas organizações, precisa estar em condições saudáveis, tanto física, como mental e psíquica. Porém, na contra mão, as organizações atuam agressivamente (característica moderna do mundo corporativo), pressionando e cobrando dos seus colaboradores, produtividade e comprometimento quanto ao que se espera deles.

O enfrentamento saudável para toda esta situação, exige-se maturidade e resiliência profissional, mas, caso haja despreparo para tal enfrentamento e para tantos outros desafios impostos pelo ambiente corporativo, o colaborador pode apresentar estado de tensão emocional e estresse crônico, consequenciando assim, na Síndrome de Burnout. Esta Síndrome manifesta em colaboradores que, especialmente, exercem suas funções laborais pautadas nos relacionamentos interpessoais, ou seja, funções que exige contato direto com pessoas de forma intensa e interdependente.

O que temos percebido, é que a Síndrome de Burnout tem sido usada como resposta para externar o estresse crônico provocado pelos sentimentos negativos de angustia, descontentamento e desmotivação no âmbito laboral, como ainda, por decepções e perda de interesse pelo cargo. Este diagnóstico configura-se na despersonalização do ser humano devido à falta de realização pessoal no trabalho, afetando negativamente suas habilidades e relacionamentos intra e interpessoais.

Em muitos casos, o Burnout é percebido como efeito de um desajuste entre as necessidades do colaborador, com os interesses organizacionais. Assim, o ponto de partida, é realizar um diagnóstico de clima organizacional, que permitirá identificar os motivos referentes ao quadro.

Para tanto, vale salientar que a preocupação das organizações com a qualidade de vida no trabalho, deve englobar aspectos de bem-estar e saúde biopsicossocial dos colaboradores, propiciando medidas de prevenção e tratamento, agindo em caráter preventivo, de modo a garantir a saúde do mesmo e os resultados organizacionais.

Sintomatologias Psíquicas da Síndrome de Burnout: Esgotamento físico e emocional, isolamento, agressividade, humor oscilatório, baixa autoestima, lapsos de memória, ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e irritabilidade.

Sintomatologias Físicas da Síndrome de Burnout: Dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, e distúrbios gastrintestinais.

Diagnóstico – Para a consolidação do diagnóstico deve-se considerar o histórico do paciente e sua inserção no contexto laboral.

Tratamento – O paciente deverá ser encaminhado para a psicoterapia e, em muitos casos, para tratamento farmacológico.

Orientações – Práticas de exercícios físicos, momentos de lazer e adaptações a novos estilos de vida. Não ingerir álcool ou outras drogas como refúgio do problema.

Faça uma reflexão e avaliação quanto a suas atividades laborais e de que forma estas estão interferindo na sua saúde. Pense ainda, numa nova dinâmica para a execução de suas atividades pessoais e profissionais, como também, nos seus objetivos de vida.

KATIUSCIAKatiuscia Eva Corrêa
Psicóloga Clínica e Organizacional
Especialista em Gestão de Pessoas

kaevacorrea@hotmail.com
Rua Piauí, 451, Sala31
(35) 3714-7049

A escolha da profissão e seus desafios

A escolha da profissão e seus desafios

A profissão pode ser considerada como uma das atividades de maior importância na vida de um adulto. Geralmente, é na adolescência que os interesses profissionais começam a ficar mais claros, com a tendência de se solidificarem até o início da vida adulta. Entretanto, é também nesta fase que se intensificam as dúvidas a respeito do futuro.

Escolher uma profissão é um momento de muito conflito para um jovem. Além de enfrentar as dificuldades próprias da adolescência, tendo que administrar muitas mudanças corporais, psicológicas e sociais que começam a acontecer, o adolescente se confronta ainda com mais esta questão: a decisão profissional.

Sem dúvidas, é importante que a pessoa se conheça para que decida qual atividade quer desenvolver na sua vida profissional. Neste processo de escolha, questões como identificações, aptidões, situações familiares e perspectivas para o futuro são importantes elementos de investigação. E o atendimento psicológico pode auxiliar nestas questões.
O objetivo da orientação é ajudar a pessoa a entrar em contato com suas habilidades. Ou seja, compreender o que lhe desperta mais interesse, quais seus pontos fortes e fracos e quais são suas metas são questões fundamentais. Através disso, pode-se perceber qual profissão tem maior afinidade com o perfil da pessoa e, então, junto com o Psicólogo, identificarem quais são as melhores opções de treinamento, de estudo e de procura de emprego.

Na Orientação Profissional, o papel do Psicólogo é facilitar a escolha da pessoa, auxiliando na compreensão de sua situação de vida, incluindo aspectos pessoais, familiares e sociais. Não é o Psicólogo quem escolhe. A Psicologia oferece seus instrumentos, visando proporcionar reflexão e autoconhecimento.

Uma escolha profissional madura, consciente e ajustada requer adquirir, analisar e integrar conhecimentos, desenvolvendo atitudes e habilidades que permitam aprender a decidir. Neste processo, é fundamental conciliar os interesses daquela pessoa com as possibilidades pessoais e também de mercado de trabalho, o que não é uma tarefa fácil. Por isso, a importância de ter um profissional capacitado auxiliando nesta escolha.

Paulo G. S. BarbozaPaulo G. S. Barboza
Psicólogo
CRP 04/46249

Av. Santo Antonio Nº200
4º Andar SL401 – Ed. Enterprise
(35) 99751-1308

Psicoterapia

Psicoterapia

Por meio de nossas próprias palavras, conteúdos vindos do nosso inconsciente podem surgir. A psicoterapia de orientação psicanalítica visa por meio da associação livre, método proposto por Sigmund Freud, dar expressão a sentimentos reprimidos no passado e no presente, e, então atribuir um sentido a todas as vivências e percepções sejam elas traumáticas ou não.
“A ciência moderna ainda não produziu um medicamento tranquilizador tão eficaz como o são umas poucas palavras boas.”
Sigmund Freud

Júlio Cesar AlvesJúlio Cesar Alves
CRP 06/124760 – OO672/IS04
Psicologia Clínica de ênfase psicanalítica
Extensão universitária em psicologia clínica – USP

Rua São Francisco, 39 – São Benedito – Poços de Caldas
(35) 98877-1804

 

Terapia Cognitiva Comportamental

Terapia Cognitiva Comportamental

Terapia Cognitiva Comportamental

(TCC) é um conjunto de técnicas e estratégias terapêuticas que têm como finalidade a mudança de padrões de pensamentos e a reinterpretação dos elementos cognitivos que geram as emoções negativas, desta forma buscando compreender como a pessoa interpreta, entende e modifica suas emoções e seu modo de agir. É uma abordagem ativa, diretiva e cooperativa na relação entre psicólogo e paciente, com foco na construção, elaboração e reestruturação do pensamento, visando modificar o sentimento e, consequentemente, o comportamento.
“(…) Se nossos pensamentos forem simples e claros estaremos melhor preparados para alcançar nossos objetivos, e o que nos afeta não são os acontecimentos em si, mas como os interpretamos…”
Aaron Beck

Virginia Aquino FranciscoVirginia Aquino Francisco
CRP: 29.806/ 04

Psicologia Clínica com ênfase em Terapia
Cognitiva Comportamental – TCC
Extensão em psicopedagogia
Extensão em Avaliação Psicológica
Formação como Psicóloga do Trânsito

Rua São Francisco, 30 – São Benedito – Poços de Caldas
(35) 98822-9139

A importância do suporte Psicológico na Cirurgia Bariátrica

A importância do suporte Psicológico na Cirurgia Bariátrica

Em 35 anos de profissão, quase metade desse tempo foi dedicado também à paciente com indicação á cirurgia Bariátrica. Muitos chegam a meu consultório e trazem consigo uma historia de sucessivos fracassos em tentativas de perder ou manter o peso perdido.

Eles conhecem o poder calórico dos alimentos, sabem quais os fazem engordar, estão a par de medicamentos a base de anfetaminas, simpatias, dietas milagrosas e atividades físicas, mas nenhuma alternativa é mantida e pratica por muito tempo, contribuindo para descrença de chegar ao peso ideal.

As histórias são inúmeras e tangem basicamente sobre a insatisfação com o próprio corpo, levando-os aos prejuízos físicos, sociais e psicológicos.

Prejuízo Físico – doenças consideradas comorbidade, que estão associadas à obesidade.

Prejuízo Social – levam as pessoas a diminuírem sua amplitude de campo e a se esquivarem de lugares e situações constrangedoras, por exemplo:
– temor de não passar na catraca de ônibus
– temor de sentar em cadeiras
– temor de comprar roupas….. e outras tantas.

Prejuízo Psicológico – contribui de maneira significativa para a baixa auto estima:
– descrença de si mesmo
– baixa energia vital – desânimo

Para esses pacientes a cirurgia Bariátrica é vista como a única possibilidade de melhorar a sua qualidade de vida, contudo é preciso compreender que a cirurgia é o inicio de uma trajetória em que o paciente passará por etapas nutricionais e psicológicas.

O acompanhamento é feito por uma equipe multidisciplinar e será de extrema importância durante o processo de emagrecimento.

É preciso que o paciente aprenda a compartimentar os temas da sua vida e a trata-los separadamente da sua relação com a nutrição, que tem como definição restaurar o orgânico. Reescrever e ressignificar esta relação é um dos pontos chaves no processo pós-cirúrgico.

O tratamento psicoterápico inicial tende a se ampliar e aprofundar com o tempo em temas que se referem ás transformações que ocorrem no processo de emagrecimento. Transformações estas que os recolocam na própria vida e os fazem rever posições novas para temas antigos.

Só conseguimos fazer diferente se pensarmos de formas diferentes, portanto reescrever conceitos e valores é fundamental para o êxito desse procedimento cirúrgico.

Regina MarcassaRegina Marcassa
CRP 04 6858
Especialização em psicologia clinica
Membro da associação brasileira de psiquiatria.

 

Rua Maranhão 221 conj.24
Edificio Acrópolis Centro,  Poços de Caldas – MG, 37701-025
Telefone: (35) 3722-3400

Compreendendo a sexualidade na primeira infância

Compreendendo a sexualidade na primeira infância

Deseja-se abordar nesta primeira matéria do ano, uma fase que é o início da existência humana, a infância. Isso porque é ela que vai influenciar muito a vida adulta que teremos. Pensei em falar do início da construção da nossa sexualidade e espero poder contribuir com o esclarecimento desta fase linda e intensa do ser humano.

Sexualidade é uma construção social, ainda hoje, polêmica na escola, família e sociedade devido a multiplicidade de visões, crenças, tabus, interditos e valores dos que nela estão inseridos. Nos Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, escrito em 1905, Freud (1906) surpreendeu a comunidade científica com a teoria de que as experiências e condutas sexuais infantis contribuem para a vida e o comportamento da pessoa adulta. Para Sigmund Freud o desenvolvimento psicossexual, se divide em cinco fases: A Fase Oral, Fase Anal, Fase Fálica, Fase da Latência e Fase Genital.

FASE ORAL – Período de 0 a 1 ano aproximadamente. Nesta fase a região do corpo que proporciona maior prazer à criança é a boca. É por ela que a criança entra em contato com o mundo e por esta razão que a criança pequena tende a levar tudo o que pega à boca. O principal objeto de desejo nesta fase é o seio da mãe, que além de alimentar proporciona satisfação ao bebê.

FASE ANAL – Período de 2 a 4 anos aproximadamente. Neste período a criança passa a adquirir o controle dos esfíncteres, a zona de maior satisfação é a região do ânus. Há também a ambivalência (impulsos contraditórios). A criança descobre que pode controlar as fezes que sai de seu interior, oferecendo-o à mãe ora como um presente, ora como algo agressivo. É nesta etapa que a criança começa a ter noção de higiene.

FASE FÁLICA – Período de 4 a 6 anos aproximadamente. Nesta etapa do desenvolvimento a atenção da criança volta-se para a região genital. Inicialmente a criança imagina que tanto os meninos quanto as meninas possuem um pênis. Ao serem defrontadas com as diferenças anatômicas entre os sexos, as crianças criam as chamadas “teorias sexuais infantis”, imaginando que as meninas não tem pênis porque este órgão lhe foi arrancado (complexo de castração). É neste momento que a menina tem medo de perder o seu pênis. Neste período surge também o complexo de Édipo, no qual o menino passa a apresentar uma atração pela mãe e se rivalizar com o pai, e na menina ocorre o inverso.

FASE DA LATÊNCIA – Período de 6 a 11 anos aproximadamente. Este período tem por característica principal um deslocamento da libido da sexualidade para atividades socialmente aceitas, ou seja, a criança passa a gastar sua energia em atividades sociais e escolares.

FASE GENITAL – Período a partir de 11 anos. Nesta fase, que tem início com a adolescência, há uma retomada dos impulsos sexuais, o adolescente passa a buscar, em pessoas fora de seu grupo familiar, um objeto de amor. A adolescência é um período de mudanças no qual o jovem tem que elaborar a perda da identidade infantil e dos pais da infância para que pouco a pouco possa assumir uma identidade adulta.

Assim como a infância nem sempre foi vista da mesma maneira, a sexualidade também é uma construção social definida por marcas culturais impressas antes, mesmo da concepção de um bebê. Supondo o desejo de um casal de ter um filho, a sexualidade mostra-se presente desde a experiência sexual para fecundar o embrião, passando pelo imaginário dos pais acerca do gênero desta criança e pelas construções afetivas destinadas a este futuro bebê.

Criança e sexualidade são instituições sociais ligadas a práticas relacionais e modos de educação, que caminham e convivem juntas sob a influência do meio cultural. A sexualidade, quando relacionada à infância, ainda hoje, é pouco falada e explicada e, por isso, permanece como uma incógnita para os adultos que a experimentam como uma temática assustadora e, muitas vezes, proibida. Ela é uma dimensão humana à serviço da vida porque traz ganhos vinculados às bases fundamentais da felicidade como o exercício do prazer e do amor.

A prática docente na educação infantil lida, no dia-a-dia, com experiências problemáticas que levam os educadores a decisões num terreno de grande complexidade, incerteza, singularidade e de conflito de valores relativos ao sexual, quando deparam com situações oriundas das crianças regidas por uma “vontade de saber” (FOUCAULT, 2005).

Diferente do que muito ainda hoje considera como normal e natural, a sexualidade não é dada pela natureza e, assim como o saber, também é construída social e culturalmente. A sexualidade tem um caráter dinâmico e mutável não apenas pelas particularidades de cada cultura, mas também pelo modo singular com que cada pessoa assimila a tradição social por meio dos seus rituais, suas linguagens, suas fantasias, suas representações, seus símbolos e suas convenções (LOURO, 2001).

A sexualidade e seu desenvolvimento são fortemente marcados pela cultura e esta marca cultural faz-se presente no desenvolvimento da sexualidade infantil pela maneira, como os adultos reagem ao prazer manifesto pela criança nos primeiros movimentos exploratórios que fazem em seu corpo. Como reajo quando vejo meu filho ou filha se tocando nas suas áreas genitais, por exemplo.

Por isso é importante que os pais ou responsáveis sejam preparados e orientados para lidarem com esta fase que exige compreensão e humildade de assumir que não se tem respostas para todas as indagações de seus filhos e filhas. Quantas dúvidas muitos pais e mães carregam desde sua infância e nunca compartilharam com ninguém, por medo da reação de seus pais e desenvolveram sentimentos de culpa por algo que foi vivido na sua mais sincera curiosidade.
Assim é necessário a ajuda profissional, para orientar sobre como abordar as questões relativas a sexualidade na infância, é um gesto de maturidade e responsabilidade. Na orientação do profissional, inclusive pode ser esclarecido os problemas relacionados ao funcionamento do casal, que vai impactar diretamente na construção da sexualidade da criança, e até de sua orientação sexual. Na dúvida procure um Especialista em Sexualidade, pois sabemos que esta área não são todos os profissionais que estão aptos a trabalharem, por se tratar de uma temática que precisamos nos desvencilhar de muitas verdades, preconceitos e opiniões que ultrapassam o saber acadêmico.

Autora: Psicóloga e Sexóloga Leda Chaves Sampaio.

Leda C. SampaioLeda C. Sampaio
Sexóloga e psicóloga | CRP 21529/4
>> Formação: Universidade Celso Lisboa – Bacharel em Psicologia -1992 – RJ
>> Título de Especialista em Psicologia da Saúde pela Univalli – Universidade do Vale do Itajaí – Itajaí – SC
>> USP – Prosex- Programa de Sexualidade do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina Coordenação Dra. Carmita Abdo – Título de Especialista em Sexualidade Humana
>> Atualização e Aperfeiçoamento em Terapia Sexual Sistêmica – Dra. Tereza Arcellonni – Escola de Milão – Itália
>> Atualização e Aperfeiçoamento em Terapia Sexual – Dra. Carmita Abdo- Espaço Saúde Sexual – SP

IMSEX – INSTITUTO MINEIRO DE SEXUALIDADE
Rua: Maranhão , 221 sala 31 – 3 andar – Centro – Edifício Acrópolis
Poços de Caldas MG
Email: clinicadesexualidade@gmail.com
Telefone: (35) 37214955

Terapia Comportamental Cognitiva – TCC

Terapia Comportamental Cognitiva – TCC

AneliseA forma como pensa  é como se sente?

A Terapia Comportamental Cognitiva, mais comumente conhecida como TCC, tem se popularizado como um tratamento eficiente e de resultados duradouros para vários tipos de problemas psicológicos.

A TCC tem por foco a forma como as pessoas pensam e agem no seu dia a dia, e trabalha para ajudá-las a superar seus problemas. Sua abordagem é direta e clara, conseguindo um resultado mais rápido e efetivo. É uma abordagem lógica e prática para ajudar pessoas a superarem seus traumas, fobias, ansiedades, depressão, transtornos alimentares, transtornos de aprendizagem dentre tantas outras áreas de atuação.
As formas como você pensa e sente determinam a forma como você vai agir em determinadas situações. Se esta se sentindo para baixo, deprimido, provavelmente irá se esconder e se isolar de todos. Se estiver ansioso, talvez evite situações que acredita serem ameaçadoras ou assustadoras para aquele momento. Seu comportamento pode ser seu pior inimigo de diversas maneiras, causando cada vez mais transtornos e piorando suas emoções, como por exemplo:

– Comportamentos autodestrutivos, como comer em excesso e usar medicações, bebidas alcoólicas, drogas, ou qualquer outro escape para diminuir sua ansiedade, podendo causar prejuízos físicos como alergias, quedas de cabelo, cirrose, etc.

– Comportamento esquivo e humor depressivo, ficar na cama o dia inteiro ou manter distancia de amigos, não querer fazer nada ou não sentir vontade de nada, isso só aumenta a sensação de tristeza e isola cada vez mais a pessoa, e dependendo do caso, no dia seguinte a pessoa se sente péssima por “ter perdido um dia”.

– Comportamento de evitação, a pessoa evita situações que considera ameaçadoras, como falar em publico, ligar para um consultório medico agendar uma consulta, não sai de casa sozinho, acaba por se privar de varias oportunidades, e fica com remorso e se pega pensando em como teria sido se tivesse feito isso ou aquilo.

A TCC entra para nos auxiliar em quebras de condicionamentos tido como negativos/errados, corrigindo-os e nos libertando de prisões que impomos a nós mesmos.

Algumas áreas de atuação da TCC:

Transtornos alimentares, atuando diretamente em controles de condicionamentos passados que atrapalham o alcance de metas;
Transtornos de aprendizagem, atuando em alterações de comportamentos que bloqueiam a performance do cliente frente a aprendizagem;
Fobias (medos), atuando em controle de ansiedades causadoras dos medos e fobias especificas, por exemplo, locais fechados, medo de dirigir, etc;
Ansiedade, trabalhando de uma forma a auxiliar no auto controle e situações causadoras da ansiedade;
Depressão, entendimento dos reais motivos que causam a sensação de tristeza extrema e falta de vontade;
Orientação vocacional e profissional, não atua com aplicação de testes, visa a analise do perfil geral da pessoa, auxiliando a se recolocar em ambiente de trabalho, escolha do curso ideal para o vestibular e sucesso na profissão;
Problemas de relacionamento, términos são sempre difíceis de serem superados, a TCC entra para auxiliar nas percepções e aceitação do fato e superação.

anelise-oliveiraAnelise Oliveira

-Graduada em Psicologia – UNIMEP 2008
-Atua com abordagem comportamental cognitiva
-MBA em Gestão de Pessoas – UNIFEOB 2010
-Psicóloga Perita Examinadora de trânsito – UNAR 2009
-Ferramentas de Diagnósticos, Avaliação de Potencial, Desempenho, Tipos de Treinamentos e Validação de T&D – INPG 2012
-Gestão de Criatividade e Inovação Pessoal e Gerencial – INPG 2012.
– Diretora da Clinica Essencial
– Professora convidada do SENAC São João da Boa Vista
– Palestrante em diversas escolas e instituições

O que são Transtornos Psicossexuais

O que são Transtornos Psicossexuais

Os transtornos são divididos em três tipos: Transtornos de Preferência ou Parafilias , Transtornos de Identidade e as Disfunções Sexuais.

O Transtorno de Preferência , caracterizam –se pelo impulso ou pela prática do sexo com parceria e /ou finalidade diferente da considerada natural.Natural é a parceria sexual realizada com um adulto, humano, vivo, no sentido de conseguir e proporcionar prazere/ou procriação. Toda prática sexual que se afasta desta caracteriza um Transtorno de Preferência.São exemplos: pedofilia ( sexo com crianças e menores), frotteurismo( ato de se esfregar nas pessoas em transportes públicos ou lugares lotados), Zoofilia( prática sexual com animais), Necrofilia( prática sexual com cadáveres), Sadismo Sexual, Masoquismo Sexual, Voyeurismo( olhar outras pessoas tendo relações sexuais), exibicionismo( ato de exibir os genitais para outras pessoas),travestismo fetichista( se vestir do outro sexo para ter relações sexuais).

Quando este comportamento se apresenta pela primeira vezna vida adulta adiantada, é preciso excluir a hipótese de outros quadros clínicos. Por isso a importância da avaliação do especialista.

O Transtorno de Identidade se manifesta pela falta de congruência entre os sexo biológico e psicológico em um mesmo indivíduo.Ou seja, o (a) portador(a) desse transtorno considera que tem um corpo “errado”. Por exemplo , é homem, biologicamente, mas está convicto de que pertence ao gênero feminino. Diante de tal ëquívoco da natureza”, esse índividuo ( o Transsexual) irá tentar modificar esta situação, utilizando- se de todos os recursos disponíveis: hormônios, cirurgias, roupas, maquiagem, e etc.

O histórico do desenvolvimento psicossexual, intensamente caracterizado pelo desejo de pertencer ao outro sexo que o seu, em que o índividuo rejeita, desde criança a sua genitália e adota atitudes do outro sexojá nas brincadeiras infantis.

Esta pessoa deverá passar poruma avaliação inicial pormenorizada da sua história psicossexual para que possa compreender o que está passando com ela. A importância de um especialista em Sexualidade nesta análise é fundamental, porque o advento da adolescência e a iniciação sexual desencadeiam crises que tendem a confirmar a mudança de sexo como forma de solucionar todos os problemas.

As Disfunções Sexuais, embora prevalentes na população, em geral não são diagnosticadas, devido às dificuldades, tanto de pacientes como de profissionais da saúde, para lidar com aspectos da intimidade sexual.

A entrevista sexológica deve propiciar a avaliação de aspectos biológicos e psicossociais envolvidos na experiência sexual, bem como a vivencia do prazer e satisfação pessoal, meta prioritária da atividade sexual e parte importante.
As Disfunções Sexuais na mulher são: Vaginismo( contração da musculatura da vagina, com evitação da penetração sexual), Dispaurenia ( dor durante ou após o coito).Ambos apresentam origem de vários fatores, com componentes psíquicose/ou físicos, sendo muito importante avaliar o impacto da contração da musculatura vaginal e da dor no funcionamento sexual, visto que a maioria das mulheres com esses transtornos raramente inicia a atividade sexuale , quando o faz, não é por prazer.

As Disfunções Sexuais masculinas são: Disfunção Erétil ( dificuldade de manter a ereção durante o ato sexual) e a Ejaculação Rápida ( falta de controle da ejaculação no ato sexual, antes mesmo da penetração).Embora o índice seja muito alto, os homens adiam a busca por tratamento, porque os mais jovens acreditam que essa condição será resolvida com o tempo, enquanto os mais velhos a atribuem ao envelhecimento.

As Disfunções Sexuais decorrem de problemas orgânicos e/ou emocionais, além de fatores socioculturais e econômicos, os quais agem isoladamente ou em associação. Importante que o médico Urologista e Ginecologista devem ser consultados , para que seja descartadas causas orgânicas,e se na existência delas o Sexólogo deverá ter uma outra intervenção terapêutica.

Para terminar gostaria de deixar seis perguntas que você deverá responder e refletir sobre sua sexualidade e se uma consulta com um Sexológo não iria ajudar, a melhorar sua vida sexual.

1) Quando e como foi o início de sua vida sexual?
2) Houve alguma experiência negativa em seu desenvolvimento sexual?
3) Qual a importância do sexo em sua vida?
4) Você está satisfeito com seu atual desempenho sexual?
5) Seu(sua) parceiro(a) tem alguma dificuldade sexual?
6) Há algo na sua prática sexual que o preocupa?

Se você percebeu através de suas respostas que está na hora de consultar um Terapeuta Sexual, não se envergonhe, não se culpe, mas enfrente e descubra os bloqueios que te impedem de ter uma qualidade de vida sexual.

Leda C. Sampaio
Sexóloga e psicóloga | CRP 21529/4

 

Psicologia

Psicologia

 A psicologia procura compreender o indivíduo em sua essência: sua maneira de perceber as coisas, suas vontades e desejos, o que elicia seus instintos, suas emoções, comportamentos e seus conflitos que acabam interferindo nas suas relações com os outros. Em psicoterapia buscamos tratar as angústias, ansiedades, os medos, problemas comportamentais, depressões e tantas outras dificuldades e inquietações que dificultam ou, até mesmo, impedem o desenvolvimento saudável de cada indivíduo. É um momento de procurar melhorar a saúde e quando abordamos a questão de saúde, é inevitável não falarmos da saúde mental.

Ser um indivíduo saudável não significa apenas não ter uma doença visível instalada no corpo. Ter saúde significa ter anseios e vontade de fazer coisas novas, conhecer pessoas e lugares, ter qualidade de vida, dispor de energia física, psíquica e social, mas nem sempre conseguimos manter esse bem-estar e uma boa qualidade de vida, pois a saúde mental pode estar comprometida. São muitas as razões que nos levam a algum desequilíbrio. Não vivemos bem nosso momento presente, assumimos mais compromissos que nosso tempo permite cumprir, não desempenhamos bem o papel que queríamos, e com isso surgem muitos problemas para solucionar. Estamos permanentemente expostos a fatores estressantes: trânsito, violência urbana, poluição sonora, contas para pagar, desemprego, morte, sem dinheiro para um descanso e lazer, brigas, problemas no trabalho ou em casa, assim como tantos outros motivos únicos e particulares que podem nos levar a alguma alteração de ordem física ou psicológica que não conseguimos solucionar sozinhos.

A psicoterapia pode promover muitos benefícios na sua vida. De início, pode-se dizer que o simples compartilhar de seus conflitos já ajuda a aliviar a pressão causadora de sofrimento. Você pode buscar aumentar sua percepção a respeito de suas escolhas. Pode compreender como lidar com sentimentos indesejáveis, ilusões sobre si mesmo e sobre os outros. Pode resgatar sua auto-estima e com isto ter de volta seu amor próprio.

Fala-se muito em mudar de vida: mudar de casa, mudar de companheiro(a), mudar de emprego, fazer uma reeducação alimentar, iniciar uma atividade física, mas na realidade, o que todos deveriam procurar é realizar uma REEDUCAÇÃO MENTAL, pois os problemas psicológicos, muitas vezes levam as pessoas à insatisfação pessoal. Procurar ajuda psicológica é um sinal de consciência, coragem e maturidade. É a oportunidade que você se dá para compreender seus problemas e as dificuldades causadoras de infelicidade e sofrimento, além de redescobrir a melhor maneira de lidar com elas, se fortalecer, desenvolver seus potenciais, se auto conhecer. Fazer psicoterapia é reservar um espaço e um tempo na sua vida para cuidar de algo que é único no mundo: VOCÊ.

Alessandra

Alessandra B. de Oliveira
CRP 04/43863
Psicóloga Clínica
Telefones:
(35) 3721-9986 e
(35) 99153-7026